terça-feira, 23 de março de 2010

orisa ogun


Ogun


OGUNArquétipos:
Os filhos de ogun possuem temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tampouco da moradia, com raras exceções são amigos, porém estão sempre envolvidos com demandas, são mestres do atirar verde pra colher maduro, as vezes muitos desconfiados. Despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, mas não tendem a ser fiéis. Possuem uma energia física muito grande, raramente adoecem, seu lema principal é vencer na vida, não importando qual tipo de trabalho ou esforço para conseguir seus ideais.

Lenda:
Após retornar de suas batalhas vitoriosas e depois de numerosos anos ausentes. Ogun decidiu voltar a irê (primeira cidade construída e sob governo de seu filho) quando chegou teve a impressão que ninguém o reconhecia, tentou conversar com seus súditos e foi ignorado. Ogun cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas. Quando seu filho lembrou-o que este dia era sagrado e as pessoas não podiam falar por ordem do próprio Ogun.

Ogun então lamentou seus atos de violência e declarou que já vivera bastante. Baixou a ponta de seu sabre em direção ao chão e desapareceu pela terra adentro com uma barulheira assustadora. Porém antes de desaparecer pronunciou algumas palavras. Palavras ditas por nós, filhos de ogun para aclamarmos sua defesa. Caso estejamos em perigo.

Outra lenda nos fala sobre de um dos combates contra sua ex-esposa oyá no qual entre dois golpes deferidos por ambos ao mesmo tempo , ogun se transformou em sete (mejê) e oyá em nove (mesan). ]


Oriki Ògún PDF Imprimir E-mail
Escrito por Obanise Xandi,',
ORIKI ÒGÚN

Ògún laka aye
(Ogun poderoso do mundo)
Osinmole
(O próximo a Deus)
Olomi nile fi eje we
(Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue)
Olaso ni le
(Aquele que tem roupa em casa)
Fi imo bora
(Mas prefere se cobrir de mariô)


La ka aye
(Poderoso do mundo)
Moju re
(Eu o saúdo)
Ma je ki nri ija re
(Que eu não depare com sua ira)
Iba Ògún
(Eu saúdo Ogun)
Iba re Olomi ni le fi eje we
(Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue)
Feje we. Eje ta sile. Ki ilero
(Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranquilidade)
Ase
Axé

ORIKI ÒGÚN 2
Ògún pèlé o !
Ogum, eu te saúdo !
Ògún alákáyé,
Ogum, senhor do universo,
Osìn ímolè.
loder dos orixás.
Ògún alada méjì.
Ogum, dono de dois facões,
O fi òkan sán oko.
Usou um deles para preparar a horta
O fi òkan ye ona.
e o outro para abrir caminho.
Ojó Ògún ntòkè bò.
No dia em que Ogum vinha da montanha
Aso iná ló mu bora,
ao invés de roupa usou fogo para se cobrir.
Ewu ejè lówò.
E vestiu roupa de sangue.
Ògún edun olú irin.
Ogum, a divindade do ferro
Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn.
Orixá poderoso, que se morde inúmeras vezes.
Ògún onire alagbara.
Ògún Onire, o poderoso.
A mu wodò,
O levamos para dentro do rio
Ògún si la omi Logboogba.
e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais.
Ògún lo ni aja oun ni a pa aja fun.
Ogum é o dono dos cães e para ele sacrificamos.
Onílí ikú,
Ogum, senhor da morada da morte.
Olódèdè màríwò.
o interior de sua casa é enfeitado com màríwò.
Ògún olónà ola.
Ogum, senhor do caminho da prosperidade.
Ògún a gbeni ju oko riro lo,
Ogum, é mais proveitoso ao homem cultuá-lo do que sair para plantar
Ògún gbemi o.
Ogum, apoie-me
Bi o se gbe Akinoro.
do mesmo modo que apoiou Akinoro.

Ògùn - Com Tradução a Cada Linha
Osinmoleba
O próximo a Deus
Olomi Nile Fi Eje We
Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue
Olaso Ni Le
Aquele que tem roupa em casa
Fi Imo Bora
Mas prefere se cobrir de mariwô
La Ka Ayê
Poderoso do mundo
Moju Re
Eu o saúdo
Ma Je Ki Nri Ija Re
Que eu não depare com sua ira
Iba Ògún
Eu saúdo Ogun
Iba Re Olomi Ni Le Fi Eje We
Eu o saúdo, aquele que tem água em casa,mas prefere banho de sangue
Feje We. Eje Ta Sile. Ki Ilero
Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranqüilidade
Ase Osinmoleba O próximo a Deus Olomi Nile Fi Eje We Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue Olaso Ni Le Aquele que tem roupa em casa Fi Imo Bora Mas prefere se cobrir de mariwô La Ka Ayê Poderoso do mundo Moju Re Eu o saúdo Ma Je Ki Nri Ija Re Que eu não depare com sua ira Iba Ògún Eu saúdo Ogun Iba Re Olomi Ni Le Fi Eje We Eu o saúdo, aquele que tem água em casa,mas prefere banho de sangue Ki Ilero Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranqüilidade Ase Osinmoleba O próximo a Deus Olomi Nile Fi Eje We Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue Olaso Ni Le Aquele que tem roupa em casa Fi Imo Bora Mas prefere se cobrir de mariwô La Ka Ayê Poderoso do mundo Moju Re Eu o saúdo Ma Je Ki Nri Ija Re Que eu não depare com sua ira Iba Ògún Eu saúdo Ogun Iba Re Olomi Ni Le Fi Eje We Eu o saúdo, aquele que tem água em casa,mas prefere banho de sangue Ki Ilero Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranqüilidade Ase

segunda-feira, 22 de março de 2010

Historias do candomble...a Raiz

Maria Júlia da Conceição Nazaré


Maria Júlia da Conceição Nazaré, ( ? - Salvador, 1910) Iyalorixá do Candomblé que após uma disputa pelo cargo da Casa Branca do Engenho Velho saiu dessa casa e em 1849 fundou o Ilê Iya Omin Axé Iyamassê (Terreiro do Gantois).
A disputa pelo Engenho Velho

Iyá Nassô uma das fundadoras do Ilè Asé Airá Intilè também chamado de Candomblé da Barroquinha, localizado no bairro da Barroquinha, depois Ilé Iya Nassô Oká, foi sucedida por Iyá Marcelina. Após a morte desta, duas das suas filhas, Maria Júlia da Conceição e Maria Júlia Figueiredo, disputaram a chefia do candomblé, cabendo à Maria Júlia Figueiredo que era a substituta legal (Iyá Kekeré) tomar a posse de Iyálorixá do Terreiro. Maria Júlia da Conceição afastou-se com as demais discidentes e fundaram o (Terreiro do Gantois).



Pulchéria Maria da Conceição

Mãe Pulchéria[1]

Pulchéria Maria da Conceição Nazaré ou Mãe Pulchéria, (1840-1918), foi a segunda Iyálorixá do Terreiro do Gantois.
[editar] Biografia

Sucessora de Maria Júlia da Conceição Nazaré, como não teve filhos, o cargo foi transmitido em 1918 para sua sobrinha, Maria da Glória Nazareth a mãe carnal de Mãe Menininha do Gantois.

Sua mãe, Maria Júlia, moradora da antiga rua da Assembleia, no atual Centro Histórico de Salvador, pertencia ao Candomblé da Barroquinha (depois transferido para o Engenho Velho com o nome de Ilé Iya Nassô Oká) e, tendo sido preterida na sucessão da casa, resolvera fundar sua própria, onde hoje fica a Federação, em terreno alugado por seu pai, Francisco. Era o terreiro do Gantois - nome derivado da família belga de traficantes de escravos que era dona do local[2].

Pulchéria assumiu o Gantois no ano de 1910[3], ampliando os trabalhos iniciados pela mãe. Frequentava o Gantois, neste período, o célebre médico Nina Rodrigues, vindo posteriormente a se tornar ogã[2]. Além dele, Pulchéria conseguiu ampliar os trabalhos e dar grande notoriedade ao Gantois, tendo mais tarde registrado o jornal O Estado da Bahia, depoimento de Severiano Manoel de Abreu (o Jubiabá do romance de Jorge Amado) que "Pulcheria, Nana e Nicácio tiveram as suas roças frequentadas por destacadas figuras sociais da cidade, políticos eminentes, secretários de governos passados, etc., durante os dias de festa, rodeando as camarinhas onde as filhas de “Xangô”, “Oxalá” e “Oxóssi” faziam o seu noviciado com filhas de santo, trajando de branco e de cabeça rapada"[4]

Segundo ainda o mesmo jornal, no Gantois o "terreiro da Pulchéria" continuou, mesmo após sua morte, a ter este nome como reconhecimento junto ao grande público. Assim foi que, a 26 de maio de 1937, publicou O Estado da Bahia, a seguinte nota:

Um novo “terreiro” no Gantois

Será lançada manhã, às cinco horas da tarde, a pedra fundamental do novo “terreiro” do Gantois, ampliando a construção antiga.
Fará essa festa, os “Ogãs” e as pessoas gradas do candomblé estão convidando todos os seus amigos.
Depois dessa cerimônia, começará a festa no velho “terreiro” da Pulcheria, pela noite a dentro. (grifamos)[4]



* Silveira, Renato da, Candomblé da Barroquinha, Editora: Maianga ISBN 8588543419

1. ↑ A imagem de Mãe Pulchéria foi analisada, no que tange às vestimentas, pela tese de doutorado de Gerlaine Torres Martini, "Baianas do Acarajé - A uniformização do típico em uma tradição culinária afro-brasileira" (íntegra, consultado em 15 de janeiro de 2008).
2. ↑ a b Revista Memórias da Bahia, vol. 2. Empresa Baiana de Jornalismo, Salvador, 2002
3. ↑ Artigo no sítio da Fundação Joaquim Nabuco, de autoria de Semira Adler Vainsencher (página consultada em 14 de janeiro de 2008, às 12:36).
4. ↑ a b O Estado da Bahia de 11 de maio de 1936, “No mundo cheio de mistérios dos espíritos e ‘pais de santos’” - in: O Negro em O Estado da Bahia, por Vinicius Clay (página em formato .doc, acessada em 16 de janeiro de 2008, às 12:00)

Mãe Menininha do Gantois

Mãe Menininha.

Maria Escolástica da Conceição Nazaré (Salvador, Bahia, 10 de fevereiro de 1894 - 13 de agosto de 1986), conhecida como Mãe Menininha do Gantois em razão do apelido menininha que recebeu na infância por ser quieta e franzina e sua posição no terreiro que assumiu. Era filha de Oxum.
Índice
[esconder]

* 1 Biografia
* 2 Homenagens
* 3 Referências
* 4 Bibliografia
* 5 Ver também

[editar] Biografia

Foi a quarta Iyálorixá do Terreiro do Gantois, e a mais famosa de todas as Iyálorixá brasileiras, foi sucessora de sua mãe Maria da Glória Nazareth e foi sucedida por sua filha Mãe Cleusa Millet.

Ela vinha de uma longa linhagem de Iyalorixás, as chefes dos terreiros de candomblé. O Gantois foi fundado em 1849, por sua bisavó Maria Júlia da Conceição Nazaré.

Na década de 20, foi escolhida para ser a Iyalorixá do terreiro em virtude da morte de sua tia-avó, Mãe Pulchéria, enquanto se preparava para assumir o cargo, sua mãe Maria da Glória Nazareth ficou por um curto período à frente do Gantois.

Aos 29 anos, casou com o advogado Álvaro MacDowell de Oliveira, descendente de ingleses. Com ele teve duas filhas, Cleusa e Carmem.

Em uma entrevista dada a revista IstoÉ, mãe Carmem, filha de mãe Menininha do Gantois, conta que ela adorava assistir telenovelas, sendo que uma de suas preferidas teria sido Selva de Pedra.[1] Era colecionadora de peças de porcelana, louça e cristais, sobre os quais guardava muito zelo. Não bebia Coca-Cola, pois certa vez lhe disseram que a bebida servia para desentupir os ralos de pias, e ela temia que a ingestão da bebida fizesse efeito análogo em si.[1]

Faleceu de causas naturais aos 92 anos de idade.
[editar] Homenagens
Mãe Menininha, aos 8 anos de idade.

Após a sua morte seus filhos como homenagem deixaram seu quarto intacto, com seus objetos de uso pessoal e ritualísticos, que foi transformado no Memorial Mãe Menininha.

O Memorial Mãe Menininha é uma das grandes atrações do Gantois, funciona no quarto da falecida Iyalorixá e guarda seus pertences e ferramentas de sacerdotisa. Está localizado na rua Mãe Menininha do Gantois, no bairro da Federação, em Salvador.
Referências

1. ↑ a b Mãe Menininha do Gantois - O Brasileiro do Século, categoria "Religião" - IstoÉ (visitado em 3-3-2009)

* Relato de Ebomi Cidália, filha de santo de Mãe Menininha

[editar] Bibliografia

* Silveira, Renato da, Candomblé da Barroquinha, Editora: Maianga ISBN 8588543419
* Herskovits, Melville J., The Human Factor in Changing Africa, 1962
* Carneiro, Edison, Candomblés da Bahia, Editora Museu do Estado da Bahia, Salvador, 1948, 1954, Editora Martins Fontes 1961; ISBN 9788578270018
* Verger, Pierre Fatumbi. Dieux D'Afrique. Paul Hartmann, Paris (1ª edição, 1954; 2ª edição, 1995). 400pp, 160 fotos em preto e branco, ISBN 2-909571-13-0.
* Verger, Pierre Fatumbi, Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns. 624pp, fotos em preto e branco. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura EDUSP 1999 ISB

Mãe Carmem

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Carmem Oliveira da Silva ou Mãe Carmen do Gantois a Iyalorixá do Candomblé, do Terreiro do Gantois, na cidade de Salvador, Bahia, Brasil.

É a filha mais nova de Mãe Menininha do Gantois e a irmã caçula de Mãe Cleusa Millet, foi iniciada no Candomblé para Oxalá quando ainda era criança. Após a morte de Mãe Cleusa Millet assumiu o Terreiro mais famoso do Brasil. E quando Mãe Cleusa faleceu em 15 de outubro de 1997, Mãe Carmem assumiu o posto de Iyalorixá, ela trás o segredo do Axé tendo ao seu lado suas duas filhas: Angela de Oxum e Neli de Oxossi.

orisa esu


EXÚ



A palavra “Exu” significa, em ioruba, “esfera”, aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim. Exu é o principio de tudo, a força da criação, o nascimento, o equilíbrio negativo do Universo, o que não quer dizer coisa ruim. Exu é a célula mater da geração da vida, o que gera o infinito, infinita vezes.

É considerado o primeiro, o primogênito; responsável e grande mestre dos caminhos; o que permite a passagem o inicio de tudo. Exu é a força natural viva que formenta o crescimento. É o primeiro passo em tudo. É o gerador do que existe, do que existiu e do que ainda vai existir.

Exu está presente, mais que em tudo e todos, na concepção global da existência. É a capacidade dinâmica de tudo que tem vida. Principalmente dos seres humanos que carregam, em seu plexo, o elemento dinâmico denominado Exu.

É aquilo que no candomblé chamamos de Bára, ou seja “no corpo”, preso a ele. É o que nos dá capacidade de agir, andar, refletir, idealizar. Sem o elemento Bára, a vida sadia é impossível. Sem ele, o homem seria excepcional, retardado, impossível de coordenar e determinar suas próprias atitudes e caminhos de vida..

Realmente, Exu está presente em tudo. E damos como exemplo inicial a concepção da geração da vida. O membro ereto do macho tem a presença de Exu- aliás, em terras da África, o membro rijo é o símbolo da vida, o símbolo de Exu - ; a penetração na fêmea, tema a regência de Exu; a ejaculação é coordenada por Exu; o percurso do espermatozóide dentro da fêmea, é regido por Exu; também na fecundação do óvulo Exu está presente. E quando a primeira célula da vida esta formada, a presença de Exu se faz necessária. Já na multiplicação da célula, a regência passa por Oxum, que vai reger o feto até o nascimento.

Exu também está presente no calor, no fogo, na quentura. Presente se faz nos lugares poucos arejados, nos lugares onde existem multidões, nos ambientes fechados e cheios.

Exu está na alteração do ânimo, na discussão, na divergência, no nervosismo. Está presente no medo, no pavor, na falta de controle do ser humano. Também está perto na gargalhada, no riso farto, na alegria incontida. Para nós brasileiros, amantes do futebol, Exu está presente no grito de “gol”, que soltamos de forma feliz e nervosa. É o desprendimento do nervosismo contido no peito.

Exu é a velocidade, a rapidez do deslocamento. É a bagunça generalizada e o silêncio completo. Diz-se que Exu é a contradição. É o sim e o não; o ser e o não ser. Exu é a confusão de idéias que temos. É a invenção, descoberta. Exu é o namoro, é o desejo, é o sentimento de paixão desenfreadas e é também o desprezo. Exu é a voz, o grito, a comunicação. É a indignação e a resignação. É a confusão dos conceitos ba´sico. Aquele que ludibria, engana, e confunde; mas também ajuda, dá caminhos, soluciona. É aquele que traz dor e a felicidade.

Para se ter uma noção do comportamento e da regência paradoxal de Exu, cito um de seus Orikis (versos sarados), que diz;

“ Exu matou um pássaro ontem, com a pedra que jogou hoje”

Assim, pode-se ter uma idéia exata de quem Exu é, como é, e como rege as coisas. Ele esta presente em tudo..... em nada.

Exu esta presente no consumo de substâncias tóxicas, no álcool, na droga, no fumo. Ele é o sólido, o liquido e o gasoso. Está nas conversas de esquinas, de bares, de restaurantes, de praças. Está na aceitação ou recusa de qualquer coisa.

Está presente também nas refeições, pois ele é quem rege o ato de mastigar e engolir. A gula é atributo de Exu. Está no coito, no prazer sexual, na preguiça; mas também está presente na disposição, na energia, sem querer com isso carregar peso, pois Exu não gosta de carregar peso. Outro Oriki fala claramente sobre esta sua particularidade:

“ Xonxô obé, odara kolori erú”

“ A lâmina (sobre a cabeça) é afiada; ele não tem cabeça para carregar fardos”

Exu é tudo isso e mais. Fogo é o seu elemento, mas a Terra e o Ar são bem conhecidos de Exu. É a presença constante!



Mitologia

Exu é filho de Iemanjá e irmão de Ogun e Oxossi. Dos três é o mais agitado, capcioso, inteligente, inventivo, preguiçoso e alegre.É aquele que inventa historias, cria casos e o que tentou violar a própria mãe.

Numa de suas muitas histórias, podemos entender exatamente suas capacidade inventiva, sua conduta maquiavélica e sua maneira pratica de resolver seus assuntos e saciar seus desejos.

Conta-se que dois grandes amigos tinham, cada um deles,um pedaço de terra, dividido por uma cerca. Diariamente os dois iam trabalhar, capinando e revirando a terra, para plantio.Exu, interessado nas terras, fez a proposta para adquiri-las, o que foi negado pelos agricultores. Aborrecido, mas determinado a possuir aqueles dois terrenos, Exu procurou agir. Colocou na cerca um boné. De um lado branco, de outro vermelho. Naquela manhã, os amigos lavradores chegaram cedo para trabalhar a terra e viram o boné na cerca. Um deles via o lado branco e outro o lado vermelho.

Em dado momento, um dos amigos pergunto: - “O que este boné branco faz em minha cerca?” Ao que o outro retrucou: - “Branco? Mas, o boné é vermelho!”

- Não, não, amigo. O boné é branco, como algodão!

- Não, não é mesmo! É vermelho como o sangue!

- Não sei como você pode ver vermelho, se é branco, está louco?

- Não, o louco é você, que vê branco, se a coisa é vermelha!

Bem, daí desencadeou-se a maior discussão, até chegarem à luta corporal. E com as mesmas ferramentas de trabalho, mataram-se.

Exu, que de longe assistiu a tudo, esperando o desfecho já imaginado por ele, aproximou-se e assumiu a posse das terras, não sem antes fazer um comentário, bem ao seu estilo:

- Mas que gentes confusas, que não consegue solucionar problemas tão simples!

Esse é o tipo de Exu!

Não quero passar a impressão de que se trata de uma coisa ruim, má, mas Exu é nosso próprio interior, é a nossa intimidade, o nosso poder de ser bom ou mau, de acordo, com nossa própria vontade. Exu é o ponto mais obscuro do ser humano e é, ao mesmo tempo, aquilo que existe de mais óbvio e claro.

Assim é Exu, Senhor dos caminhos, pai da verdade e da mentira. O Deus da contradição, do calor, das estradas, do princípio ativo de vida. O mestre de tudo... e nada!



Dados

Dia: Segunda Feira

Data: Não existe especificamente, pois todos os dias são de Exu.

Metal: Não tem, sua matéria é a terra, pois nasceu da terra em forma de pênis.

Cor: Preto e Vermelho

Partes do Corpo: Sensações de sede e de fome, cavidade do Ori (cabeça), cavidade do útero, atividade sexual (não da atividade procriadora, da fecundação, pois ele é o resultado, o descendente), placenta fecundada, os pés (bola dos pés), uma parte do fígado (a outra é de Oya).

Comida: Sangue de bode, galos, galinhas, farofa de azeite de dendê, carnes mal passadas, pimenta e bebidas alcoólicas.

Arquétipos: magros, altos, sorridentes, extrovertidos demais, alegres, ambiciosos, com fé na vida, esperançosos para melhorar, positivo.

Símbolos: Ogo (bastão cheio de tranças de palha numa ponta com cabaças dependuradas, nas quais ele traz suas bebidas. O Ogo é todo enfeitado de búzios).


Oriki Esú

ORIKI ÈSÚ
Èsù òta òrìsà.
Exú, o inimigo dos orixás.
Osétùrá ni oruko bàbá mò ó.
Osétùrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai.
Alágogo Ìjà ni orúko ìyá npè é,
Alágogo Ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe.
Èsù Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin,
Exú Òdàrà, o homem forte de ìdólófin,
O lé sónsó sí orí esè elésè
Exú, que senta no pé dos outros.
Kò je, kò jé kí eni nje gbé mì,
Que não come e não permite a quem está comendo que engula o alimento.
A kìì lówó láì mú ti Èsù kúrò,
Quem tem dinheiro, reserva para Exú a sua parte,
A kìì lóyò láì mú ti Èsù kúrò,
Quem tem felicidade, reserva para Exú a sua parte.
Asòntún se òsì láì ní ítijú,
Exú, que joga nos dois times sem constrangimento.
Èsù àpáta sómo olómo lénu,
Exú, que faz uma pessoa falar coisas que não deseja.
O fi okúta dípò iyò.
Exú, que usa pedra em vez de sal.
Lóògemo òrun, a nla kálù,
Exú, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte.
Pàápa-wàrá, a túká máse sà,
Exú, apressado, inesperado, que quebra em fragmentos que não se poderá juntar novamente,
Èsù máse mí, omo elòmíràn ni o se.
Exú, não me manipule, manipule outra pessoa.



Esù - Com Tradução a Cada Linha
Iba Esù Odara
Esu Odara, inclino-me.
A Ba Ni Wa Oran Ba O Ri Da
Ele procura briga com alguém e encontra o que fazer.
O San Sokoto Penpe Ti Nse Onibode Olorun
Ele veste uma calça pequena para ser guardião na porta de Deus.
Oba Ni Ile Ketu
Rei da terra de Ketu.
Alakesi Emeren Aji E Aji E M(u) Ògùn
Aquele a quem se convida e que, tão logo acorda, toma um remédio.
A Lun ( se) Wa Se Ibini
Ele reforma Benin.
Laguna Jo Igbo Bi Orò
Laguna queima o mato como oro.
Esù Foli Fò O Fi Ókò Fo Oju Anan Re
Esu arrebenta facilmente os olhos de seus sogros com uma pedra.
LA Nyan Hamana
Ele caminha movendo-se com altivez.
Ika Kò Boro Boro
O malfeitor não morre depressa.
Kò Là Kò Rà O Ba Ona Oja Ile Su
Ele faz com que no mercado nada se compre e nada se venda.
Agbo L Ara A Yaba Má Pa ( Mo) Abemu
Agbo faz com que a mulher do rei não cubra a nudez de seu corpo.
O Se Firi Oko Ero Oja
Ele se torna rapidamente o senhor daqueles que passam pelo mercado.
Bara Fi Imu Fon Awon Sebi Okò L O Si
Quando Bara assoa o nariz, todo mundo acredita que o trem vai partir.
Ero Palemo Wara Wara
Os passageiros preparam-se rapidamente

candomble e os orixas





História do Candomblé
O candomblé e uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas. Seus deuses são os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun, Osossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.

O pai ou a mãe de santo é a autoridade máxima dentro do candomblé. Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que assumam o cargo para o qual estão destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto. São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que cumpram seu destino.

Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.


Orixá


Nota: Se procura a banda cubana, consulte Orishas.

Na mitologia yoruba, Olorun é o deus supremo do povo yoruba, que criou as divindades ou semideus chamados Orixás, guardiões dos elementos da natureza, para representar todos os seus domínios aqui no aye. (em yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha). Também existem orixás intermediários entre os homens e o Deus africano, mas não são considerados deuses, são considerados ancestrais divinizados após à morte. Cultuados no Brasil, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, México e Venezuela.

Na mitologia há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra").

Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô).

* Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
* Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.
* Oxóssi, orixá da caça e da fartura.
* Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca
* Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
* Ayrà, Usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.
* Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura.
* Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras.
* Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas.
* Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do rio Níger
* Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e protetora dos recém nascidos.
* Iemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos orixás.
* Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê.
* Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade.
* Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor.
* Axabó, orixá feminino da família de Xangô
* Ibeji, divindade protetor dos gêmeos
* Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).
* Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.
* Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.
* Omulu, Orixá da morte.
* Onilé, orixá do culto de Egungun
* Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado.
* Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé.
* OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.
* Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun.
* Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.
* Oranian, orixá filho mais novo de Odudua
* Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká
* Olokun, orixá divindade do mar
* Olossá, Orixá dos lagos e lagoas
* Oxalufon, Qualidade de Oxalá velho e sábio
* Oxaguian, Qualidade de Oxalá jovem e guerreiro
* Orixá Oko, orixá da agricultura




Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa. Depois vem as Ekedes, são mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los. Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorixá nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está encarregada de pintas os Yaôs (iniciantes que estão recolhidos para fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que “rasparam o Santo”, ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a pedido deste.

Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em determinadas pessoas, mas não necessidade que haja esta “incorporação” para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar búzios.

O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo.È necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu culto pode trazer muita paz e felicidade.

Origem do Candomblé: Ifé

A antiga cidade de Ifé, ao sudoeste da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como capital religiosa e artística do território que cobria uma parte central da atual República do Daomé. É a fonte mística do poder e da legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis iorubas.

A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma criação artística variada do realismo, enquanto que a maioria da arte africana é abstrata. O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas. Ao lado das esculturas em pedra e terracota(argila modelada e cozida ao fogo) tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em perola.

Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que segundo o povo de Ifé permaneceu no palácio real, mostrando os vestígios em terracota, antes de ter sido redescoberta. Lajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de Ifé ou Aquele que Possui). A atribuição dessa terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado.

A maior parte das descobertas das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras situadas no coração da savana. Cada uma destas descobertas é consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas:


- BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM: cobre uma superfície de 250 Há. Ao norte da saída da cidade de Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza.


- BOSQUETE SAGRADO D’IWINRIN: encerra numeroso tesouro artístico, testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente realista e refinada. Uma delas é de um personagem com 1,60 m de altura, sentado num banco redondo, esculpido em quartzo e provido com um braço curvado para dentro em forma de anel. Apóia o braço em um tamborete retângulo com quatro pés, sendo ladeado por dois outros de igual tamanho natural, um dos quais tem na mão a extremidade de uma vestimenta cortada.
Supõe-se que o artista tenha manuseado a argila crua em separação. Depois de concluído foi seca ao sol e cozida numa imensa fogueira ao ar livre, obtendo uma terracota de cor uniforme.


- BOSQUTE SAGRADO OSONGONGO: os arqueólogos descobriram uma variedade de esculturas de argila cozida e a maior parte de uma mesa micácea. Entre elas está a cabeça da própria OSONGOGON, porém menos refinada do que a de LAJUWA.
Ao lado desta escultura, há numerosas outras representando personagens com deformações físicas, uma delas com elefantíase nos testículos (doença ligada intimamente ao espírito dos negros e à impotência sexual), objeto de tratamento com rituais especiais. Nos funerais, a liturgia era feita por um sacerdote da antiga sociedade ORO, tida aos “ocidentalizados” como forma monstruosa.
O principal achado e o vaso do ritual destes funerais, decorado em relevo. Revela certos ritos e insígnias religiosas de Ifé. Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um machado e dois personagens sem cabeças.


- BOSQUESTE SAGRADOS DE ORE: possue abundantes esculturas de homens e animais. O grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é chamada IDENA, o porteiro.
IDENA usa um colar de perolas (contas), diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta um laço e tem as mãos entrelaçadas. A cabeleira não é esculpida, mas representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé.
-BOSQUETE SAGRADO DE ORODI: encontra-se nele uma estátua de pedra com a cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena. Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano. Está situada em Enshure, província do Ado Ekiti.

Criação do Reino de Ifé

O grande Deus Olodumaré enviou Osalufã (orixá) para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 dedos e um cmaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por ultimo, colocaria o camaleão para saber se estava firme.

Osalufã foi avisado para fazer uma oferenda ao Orixá Essú antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um Orixá Funfun, Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim, negligenciou a oferenda. Essú descontente , resolveu vingar-se de Osalufã, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo alternativa Osalufã furou com seu Apaasoro o tronco de uma palmeira. Um líquido refrescante dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.

Olodumaré, vendo que Osalufã, não cumpriu sua tarefa, enviou Odùdùwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Osalufã estava embriagado, Odùdùwa recebeu o direito de vir e criar o mundo. Após Odùdùwa cumprir sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a ele, descendo dos céus graças a uma corrente que ainda se podia ver, segundo a tradição, no BOSQUE DE OLOSE, até há alguns anos.

Apesar do erro cometido, uma nov chance foi dada a Osalufã: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigíveis, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.

Odùdùwa interveio novamente, anulou os monstros gerados Osalufã e criou os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados com vida por Olodumaré.

Esta situação provocou uma guerra entre Odùdùwa e Osalufã. O ultimo foi derrotado e então Odùdùwa tornou-se o primeiro ONI (rei) de Ifé. Distribuiu seus filhos e os enviou para criar novos e vários reinos fora de Ifé.

Mais tarde os Orixás retornaram a Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser cultuados seus toques, comidas e costumes, para que fossem cultuados pelos seus descendentes. Então o ser humano começou a fazer pedido aos Orixás e para que cada pedido fosse atendido eles ofereciam comida em troca.

Ao contrario do que se pensa, nem todos os pedidos são atendidos, embora os Orixás sempre aceitem as oferendas. Quando um orixá recebe um pedido, ele o leva a Olodumaré e este decide se o pedido vai ou não ser atendido. Este julgamento vai ser baseado no merecimento da pessoa que faz o pedido.

O povo continua fazendo oferendas aos Orixás até hoje, pois os Orixás procuram sempre fazer o melhor para as pessoas.

O círculo dos deuses é constituído segundo o número 16, número sagrado no candomblé. Ele se encontra em toda parte: no numero de búzios, no númerode chamas da lâmpada dos sacrifícios, na numeração dos membros físicos e psíquicos, quer dizer, das forças e das partes que possui o homem na organização hierárquica.

Texto retirado da Revista Orixás o Segredo da Vida.;nº 1 -

domingo, 21 de março de 2010

fogueira de sango

Culture, Nigéria







A CASA EM FESTA - OS SÚDITOS

O sol se põe, e começa a escurecer na casa de Obaladô. A casa de Xangô, especialmente iluminada neste dia, aguardava o início da festa. As árvores do terreiro foram plantadas por Obaladô a mais de 21 anos, quando recebera de Xangô , seu orixá, a ordem de abrir uma casa – de – santo.

Lenta e calmamente, interrompe suas divagações, dirigindo-se para frente da casa – de – Airá sentando-se em um pequeno banco. A poucos metros erguia-se majestosamente a fogueira, armada be cedo e já contendo os axés próprios do orixá do fogo.
A um aceno seu , uma filha de Oiá traz o seu Adjarim. Obaladô , com delicadeza, apanha a sineta que, ao ser vibrada, anuncia o início de uma reza.
As esteiras são estendidas e sobre elas os iniciados se ajoelham, busto curvado, pousando a cabeça no chão, em direção a Obaladô. Sua voz faz-se ouvir, então, salmodiando cada verso como um lamento, um canto em solo é ouvido e que se repetirá por três vezes. È um lento responsório, em que o oficiante canta primeiro, acompanhado em um segundo momento , pelos presentes.

Oba kawòó o Ó Rei, meus cumprimentos.
Oba kawòó o Ó Rei, meus cumprimentos.
O, o, Kabíyèsílè Sua majestade, o Rei mandou construir uma casa.
Oba ni kólé
Oba séré O Rei do xere, o Rei prometeu e traz boa sorte,
Oba njéje o dono do pilão.
Se´re aládó
Bongbose O ( wo ) bitiko Bamboxé abidikô, meus cumprimentos ( ao )
Osé Kawòó Oxé, sua majestade.
O, o, Kábíyèsilé Meus cumprimentos.

O som do Adjarim marca o início do paó, palmas compassadas que a anunciam uma nova reza para o orixá do fogo....... o cântico continua:

Ó níìka, ó Níìka Ele é cruel, ele é cruel(o trovão ).
Áwè jè atètú Eu jejuo para o punidor.
Badé, badé ìyá Tèmi Badé, badé, meu espírito sofre
Ó níìka, ó níìka árá ìn álàde o Ele é cruel, o trovão é cruel sim. O dono da coroa é cruel.
Ó níìka àwe jé atètu Ele é cruel, ele é cruel(o trovão )Eu jejuo para o punidor.
Aira ma sá re awo, ariwo, ale odó Airá(o trovão), verdadeiramente voa e cai ruidosamente.
Ma sè Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).
Aira ma sá re awo, ariwo, ale odó Airá(o trovão), verdadeiramente voa e cai ruidosamente.
Ma sè Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).
Yèyé, kèrè-kèrè lo ni joko ayagba O pássaro vagarosamente senta e chora para as grandes mães.
Ale odó ma sè Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).

A reza diz que o trovão é cruel, implorando a Badé... "ele é a voz estrepitosa e aterrorizante do Trovão, é a força que deflagra a carga irregular dos raios". Os nagôs dizem ser Badé é um vodum, isto é, de origem jêje, e que os jêjes do maranhão, dizem que é um orixá nagô e que, quando ele se apresenta na Casa –das –Minas, fala por sinais para não revelar os segredos dos nagôs.

Os pássaros lembram as feiticeiras que ameaçam os seres humanos, é necessário implorar as grandes mães senhora dos pássaros, para que não flagelem os homens.
Airá também é mencionado no texto sagrado, recolhido entre os que se originam do axé de IÁ Nasô. Este orixá ocupa um lugar especial nesta comunidade, estando ligado a primeira no nominação...Axé Airá Intilé.

Novamente o Adjarim anuncia que o Rei Xangô continuará sendo louvado, e uma nova reza começa:

Oba ìrú l´òkò O Rei lançou uma pedra.
Oba ìrú l´òkò O Rei lançou uma pedra.
Ìyámasse kò wà Iyámasse cavou ao pé de uma grande
Ìrà oje árvore e encontrou.
Aganju ko má nje lekan Aganju vai brilhar, então , mais uma vez como trovão.
Árá l´okò láàyá Lançou uma pedra com força (coragem)
Tóbi òrìsà, O Grande Orixá do orum (terra dos ancestrais) vigia.
Oba só òrun O Rei dos trovões, está no pé
Árá oba oje de uma grande árvore ( pedra de raio )

A oração saúda o Rei dos trovões, como sendo Aganju, o Alafin de Oió, filho de Ajaká e sobrinho de Xangô. Iamassê considerada sua mãe é quem revela aos mortais, que a pedra de raio, símbolo do seu poder, é encontrada ao pé de uma grande árvore. O brilho dos raios e o barulho dos trovões lembram que Aganju vigia do orum , terra dos ancestrais, seus súditos fiéis.

O Adjarim marca um novo momento, Obaladô levanta-se e se dirige a casa de Xangô pousando no chão da mesma uma gamela cheia de Amalá , a comida predileta deste orixá.

Béè ni je a! pá bo Sim, comer(amalá)dentro(de uma gamela) com satisfação, de uma só vez, adorando.
Je bí o o ni a! pá bo Comer, nascer dele, dentro(de uma gamela)com satisfação, de uma só vez, adorando.

E ni pá léèrín àdá bá lài Cortado muitas vezes(o quiabo),sempre com cutelo, dentro da gamela

Ìmó wá mònà mòwé Procurar conhecimento,
Kó je nà mímò àsé certamente torna inteligente.
Kó je nà mímò àsé A comida (amalá) faz adquirir
Kó je nà mímò àsé e aumenta o conhecimento do Axé.

A reza indica que, ao se desfrutar da comida sagrada, descobre-se o axé, isto é, a força, que dá conhecimento e sabedoria aos que delas usufruem.
Nos últimos acordes da reza, os ogans de Xangô pousam os xeres e acendem a fogueira. Varias vozes gritam..

Kawòó Kàbíyèsilè !!! Kawòó Kàbíyèsilè !!! = Meus cumprimentos à sua majestade !!!

A RODA DE XANGÔ.....
Alguns minutos decorrem entre as imagens fortes do fogo e o início do xiré do Rei de Oió, no barracão. O ritmo da Hamunha convida a todos, os da casa e os convidados a iniciarem a roda de Xangô.
Começa o xirê, louvando Ogum, em seguida, Oxossi, Obaluaiê, Ossaim, até que, repentinamente, ouve-se o som do batá , ritmo próprio de Xangô.

A roda – de – Xangô ou batá-de-Xangô começa a ser executada:

Àwa dúpé ó oba dodé Nós agradecemos a presença do Rei que chegou.
A dúpé ó oba dodé Nós agradecemos a presença do Rei que chegou.

A dupé ni mòn oba e kú alé
A dupé ni mòn oba e kú alé Nós agradecemos por conhecer o Rei, boa noite a vossa majestade.
Ó wá , wá nilè Ele veio, está na terra.
A dupé ni mòn oba e kú alé

Os primeiros cânticos dirigem-se ao Rei, a Xangô. Sua presença é louvada e a sua saga mítica será contava através do canto e da dança. Não será somente o seu aspecto guerreiro que será homenageado, outros serão lembrados.... O Xangô justiceiro será um deles.

Fé lè fé lè Ele quer poder...ele quer poder ( vir )
Yemonja wé okun Iemanjá banha (lava) com água do mar
Yemonja wé okun Dê-nos licença para vermos através dos
Àgó firè mòn seus olhos e conhecer-mos...
Àgó firè mòn Dê-nos licença...
Ajaká igba ru , igba ru Ajaká traz na cabeça, traz na cabeça ( água do mar )
Ó wá e Então estas de volta.

O canto dedicado à Ajaká fala da água do mar, como também de ver através dos olhos. Ajaká é cultuado durante as festas de Xangô junto com sua mãe, Iamassê, considerada como uma Iemanjá.

Sàngbá sàngbá Ele executou feitos maravilhosos, feitos maravilhosos.
Didè ó ní Ígbòdo Pairou sobre Igbodo,
Ode ni mó os caçadores
Syìí ní, òní ó sabem disto.

O cântico fala de Ajaká, destronado por seu irmão Xangô, refugiando-se em Igbodo. Ficou nesta cidade por sete anos, período em que reinou sobre Oió seu irmão Xangô.

Òní Dàda , àgò lá rí Senhor Dadá, permita-nos vê-lo !!
Òní Dàda , àgò lá rí Senhor Dadá, permita-nos vê-lo !!

Dàda má sokun mò
Dàda má sokun mò Dadá não chore mais.
Ò feere ó ní feere É franco tolerante,
Ó bgé l´orun ele vive no orun,
Bàbá kíní l´onòn da rí é o pai que olha por nós nos caminhos.

Ajaká além deste nome , também era conhecido como Baaiyani e também como Dadá, em razão de seus cabelos anelados. O Ritmo forte e cadenciado do batá louva Dadá ou Ajaká.

Báyànni gìdigìdi , Báyànni olà
Báyànni gidigidi , Báyànni olà Baiani ( Ajaká ) é forte como um animal e muito , muito rico.
Báyànni adé , Báyànni òwò A coroa de Baiani é honrosa e muito rica.
Báyànni adé , Báyànni òwò

A coroa de Baiani, descrita no cântico, da qual é dita ser honrosa e pertencer a um Obá, refere-se a Ajaká, terceiro Rei de Oió. A palavra owó, significa , dinheiro, riqueza, e está relacionada a uma grande quantidade de búzios que ornam esta coroa e que antigamente serviam como moeda. Referente ao termo: gidigidi, que é um superlativo, isto é, muito; e gìdigìdi, animal grande e forte. Trata-se de um trocadilho comum no iorubá. Os cânticos continuam sucedendo-se. Discutem normas morais, e também falam de particularidades referentes ao culto dedicado ao Deus do fogo.

Fura ti ´ná, Fura ti ´ná e , Fura ti ´ná, Desconfie do fogo, desconfie do fogo.
Àrá lò si sá jó O raio é a certeza de que ele queimará.
Fura ti ´ná, Fura ti ´ná e , Fura ti ´ná, Desconfie do fogo, desconfie do fogo.
Àrá lò si sá jó O raio é a certeza de que ele queimará.

O cântico chama a atenção para que os descuidados, não tenham a devida cautela e respeito com o fogo.
Este elemento, fundamental na vida do homem, pode lhe proporcionar conforto, mas quando sem controle, pode significar a morte. O raio é a certeza de que ele queimará, pois seu direcionamento é incerto.

Ìbà òrìsà
Ìbà Onílè Abenção dos orixás,
Onílè mo júbà o Abenção do Senhor da terra,
Ìbà òrìsà , Ìbà Onílè Ao Senhor da terra (Onilê)
Onílè mo júbà o minhas saudações.

O cântico saúda Onilê o "Senhor da terra", nas cerimônias dedicadas a Xangô, oferendas são destinadas á terra, para que este orixá permita sobre seu templo, "A Terra" ser acesa a fogueira de Xangô.

O canto a seguir fala que o "rei não se enforcou" , por tanto não morreu, sumiu chão adentro como convém a um orixá.

Òràn in a lóòde o Sim, a circunstância o colocou de fora.
Bara enì já, ènia rò ko O mausoléu real quebrou ( não foi usado )
Oba nù Ko´so nù rè lé o O homem não se pendurou.
Bara enì já, ènia rò ko O rei sumiu, não se enforcou, sumiu no chão e reapareceu.
Ó níìka wòn bò lórun kéréjé O mausoléu real quebrou ( não foi usado )
Ó níìka wòn bò lórun O homem não se pendurou.
Kéréjé àgùtòn Ele é cruel, olhou, retornou para o rum,
Ìtenú pàdé wá lóna deu um grito enganando ( seus inimigos ).
Í níìka si relé O carneiro mansamente procura e encontra o caminho
Ibo si òràn in a lóòde o Ele é cruel contra os que humilham.
Bara enì já, ènia rò ko A consulta ao oráculo foi negativa.
Oní máa, ni wó èjé O verdadeiro senhor é contra juras ( falsas ) .
Bara enì já, ènia rò ko Sim, a circunstância o colocou de fora. O homem não se pendurou.

Oba sérée la fèhinti Incline-se o rei do xere salvou-se
Oba sérée la fèhinti Incline-se o rei do xere salvou-se
Oba ni wá ìyé bè l´órun Suplique ao rei que existe e vive no orum.
Oba sérée la fèhinti Incline-se o rei do xere salvou-se

Dizem que o rei recebeu um cesto contendo ovos de papagaio. Era o sinal determinado pela tradição de que deveria renunciar á coroa e talvez á vida. Xangô retira-se para o interior seguido de alguns amigos e de sua esposa Oiá, que volta para sua cidade de origem, Irá. O mito diz que entristecido o Rei enforca-se em um pé de Arabá. Seus companheiros vão a Oió e relatam o fato, quando retornam ao local, encontram um buraco vazio, por onde ele teria entrado, após uma crise de fúria, tornando-se assim um Orixá. Em Oió os que admitiam a sua morte ( inimigos ) falavam "Obá so" que significa "o rei enforcou-se"
Os seus partidários falam ”Obá ko so" o que significa "o rei não se enforcou" afirmando o Rei virou Orixá.
Xangô não morreu, ele existe e vive no Orum, esta é a crença dos seus fiéis súditos.

Um breve cântico, saúda a mãe deste poderoso orixá:

Eye kékéré O pequeno pássaro na cabeça, é da esquerda,
Adó Òsi arálé é parente da mãe do rio , mase.
Ìyá l´odó mase
Eye ko kéré lánú Apanhou com gentileza, o pequeno e sofrido pássaro
Soko ìyágba l´odò mase a grande mãe do rio , mase.

Os pássaros são um dos símbolos mais conhecidos das Iagbás, além de serem sua representação, são por elas cultuados e protegidos. São criaturas das grandes mães, consideradas como seus filhos.
O orixá do fogo é múltiplo, reconhecem seus fiéis, e nesta acepção seus súditos imploram a Xangô Airá,
para que as chuvas não sejam destruidoras, que elas apenas limpem e fecundem a terra.

Aira òjo A chuva de Airá,
Mó péré sè apenas limpa e faz barulho como um tambor.
A mó péré sè Ele apenas limpa e faz barulho como um tambor.

A Roda-de-Xangô atinge o seu clímax com este canto, mais rápido e vibrante.
Começam a surgir os primeiros sinais da presença dos Orixás. O primeiro a chegar foi Ogum, logo acolhido pelas Ekedis. Em seguida quase que no mesmo momento, apresentou-se Oxum, Iemanjá, Oiá e Obá.
Finalmente é a vez de Oxaguiã, o deus funfun ( do branco ) da criação e também guerreiro.

A casa de Xangô, esta em festa, Obaladô está feliz.. os cânticos continuam...

A níwà wúre Nós temos a existência e a boa sorte.
A wúre níwà Nós temos a boa sorte e a existência
A níwà wúre Nós temos a existência e a boa sorte.
A wúre níwà Nós temos a boa sorte e a existência
Oba lùgbé obaladó O rei afugentou ( os maus feitores ) o rei do pilão.
Obaladó rí sò O rei do pilão olha e arremessa ( os raios )
Obaladó O rei do pilão.

O rei sempre protege seus adeptos, dando-lhes boa sorte. O Obá também faz justiça e persegue os ladrões, mentirosos, perjuros e jamais esquece os que contra ele blasfemam.

Olówó Abastado Senhor, aquele que definitivamente
Kó mà bò , mà bò dá proteção, dá proteção.
Kó mà bò Aquele que definitivamente dá proteção.
Olówó Abastado Senhor, aquele que definitivamente
Kó mà bò , mà bò dá proteção, dá proteção.
Aláààfín òrìsà Senhor do palácio e orixá.

Xangô é considerado muito rico, grande proprietário das riquezas da terra, possuidor de tesouros e cidades , palácios, filhos e mulheres.

Omo àsìkó Bèrè Os filhos , com o tempo, iniciaram o ( culto do )
Èkó inón, Èkó inón fogo de Ékó ( lagos ), o culto do fogo de Ékó.
Omo àsìkó Bèrè Os filhos , com o tempo, iniciaram o ( culto do )
Èkó inón, Lóòde roko fogo de Ékó, ao redor das plantações.
Omo àsìkó Bèrè Os filhos , com o tempo, iniciaram o ( culto do )
Èkó inón, Èkó inón fogo de Ékó ( lagos ), o culto do fogo de Ékó.
Omo àsìkó Bèrè Os filhos , com o tempo, iniciaram o ( culto do )
Èkó inón, fogo de Ékó,
Èrù njéjé com medo extremo.

O canto talvez relembre o início da imigração Yorubá, em direção ao mar, ligados aos mitos de origem da cidade de Lagos e a divisão das terras entre filhos do conquistador, que implantaram na região sua cultura e seus deuses, provavelmente o culto a Xangô ou Jakutá.

....O CANTO E A DANÇA DO REI...

Mal termina o Alujá, um novo surge. Ele pede licença para percorrer os caminhos e determina que os orixás
estão chegando. Todos em gala, portando em suas mãos as insígnias que identificam sua procedência.

Àgó l´óna e Licença no caminho.
Dìde máa dáago Levantem-se, eles estão chegando na hora
Àgo àgo l´óna prevista ( de costume )
E dìde máa yo Levantem-se com alegria habitual
Kórò wà nise o Que o ritual teve trabalho.


À frente do cortejo estava Ogum, a quem cabe a primazia, logo após Exú, de ser o primeiro louvado. Logo após. Xangô – Airá, todo de branco, exibia dois oxés prateados e uma coroa também de prata que reluzia, dando majestade ao patrono da casa. Logo a seguir deste mais três Xangôs, todos portando seus oxés porém desta vez de cobre, seguidos de Oyá , Oxum, Obá e fechando o cortejo Oxaguiã.
Começa, então os louvores ao orixá do fogo....ao ouvirem os atabaques, os quatro Xangôs levantam-se precedidos pelo mais velho, ou seja, Xangô Airá.

Oba ní sà rè lóòkè odó Ele é o rei que pode despedaçá-lo sobre o pilão;
Ó bé rí omon Aquele que cumprimenta como um guerreiro os filhos,
Oba ní sà rè lóòkè odó Ele é o Rei que pode despedaçá-lo sobre o pilão.
Oba kòso ayò O Rei de kosó com alegria.

Neste cântico Xangô é chamado de rei de Kosó, cidade próxima de Oyó e que teria sido sua primeira investida em sua trajetória guerreira e política daqueles tempos. Uma a uma vão sendo "contadas as histórias" de Xangô, Elas falam dos lugares sagrados percorridos, de suas esposas, seus filhos, seus feitos e poderes.

Máà inón inón
Máà inón wa inón inón Não mande fogo, não mande fogo sobre nós,
Oba Kòso vos pedimos em vosso templo, não mande fogo;
Olóko so aráaye o lavrador pede pela humanidade,
Máà inón inón não mande fogo,
Oba Kòso aráaye rei de Kosó que governa a humanidade
Máà inón inón não mande fogo,
Oba Kòso aráaye rei de Kosó que governa a humanidade

A relação de Xangô com o fogo, domínio este conseguido através das forças mágicas, é definitivo em termos de conquistas por ele empreendidas.

Aláàkòso e mo júbà O Senhor de Kosó, a vós meus respeitos,
Á ló si oba ènyin nós iremos a vós,
Oba tan jé ló síbè rei a quem iremos
Ló si oba ènyin contar tudo.

A sìn e doba àra Nós vos cultuamos, rei dos raios, que
Àra yìí ló síbè ènyin estes raios vão para (lá)longe de nós.
A sìn e doba àra Nós vos cultuamos, rei dos raios, que
Àra yìí ló síbè ènyin estes raios vão para (lá)longe de nós.

Neste momento, ao ouvir o cântico, o Xangô de branco, o dono da festa, dirige-se até a frente da orquestra ritual e, curva-se frente aos tambores e seus ogãs e emite seu brado em sinal de aceitação á cantiga em que esta contida a sua louvação.

Aira ó lê lê, a ire ó lê lê Airá está feliz, ele está sobre a casa.
A ire ó lê lê, a ire ó lê lê Estamos felizes, ele está sobre a casa.

Aira ó, ore gédé pa, Airá nos presenteie afastando os que podem nos matar
Ore gédé (àwa) nos presenteie afastando os que podem nos matar
Aira ó, ore gédé pa, Airá nos presenteie afastando os que podem nos matar
Ore gédé nos presenteie afastando os que podem nos matar
Aira ó, Adjaosi pa... Adjaosi Airá Adjaosi (tipo de Airá) pode matar, (nos presenteie)
Aira ó, ebora pa... Ebora Airá, Ebora pode matar, (nos presenteie )

O primeiro cântico faz referencia a Airá muito velho e seu enredo com Oxalufã, relação esta ligada ao mito e cerimonial denominado “ Águas de Oxalá” em que se comemora a criação do mundo e colheita dos inhames. A seguir o cântico fala de Airá Adjaosi como ebora parte integrante dos Doze Xangôs cultuados na Bahia, juntamente com Airá Intile e Airá Igbonan. A partir deste canto, começa a se instaurar o domínio do Alujá. Os orixás dançam com gestos mais largos e vigorosos. O canto enumera as incursões guerreiras dos diferentes Alafins de Oió aumentando seu poder através das guerras. Baiani (Baàyònní) um dos títulos de Ajaká junto com Iamassê, são cultuados na festa.

Gbáà yìí l’àse onílá lòkè, baàyònnì Ele possui um axé enorme
Gbáà yìí l’àse senhor da riqueza.
Gbáà yìí l’àse onílá lòkè, baàyònnì Que governa acima das coroas.
Gbáà yìí l’àse

Sàngó e pa bi àrá aáyé aáyé Xangô mata com o raio sobre a terra.
Sàngó e pa bi àrá aáyé aáyé Xangô mata arremessando raios sobre a terra.

Fírí ínón fírí ínón Ele lança rapidamente o fogo, lança rapidamente o fogo
Fírí ínón bàiyìnjó rapidamente o fogo o fogo às vezes fraco(poucas luz)
Máà ínón, máà ínón Não nos mande fogo, não nos mande fogo
Fírí ínón bàiyìnjó Ele lança o fogo às vezes fraco.

Quando um raio atingia alguma casa, podia ser um sinal de que a justiça de Xangô estava sendo aplicada cabia ao dono da casa provar sua inocência. O fogo sempre presente nos mitos adquire significado especial quando relacionado a Xangô, o fogo originado dos fenômenos naturais, como raios, meteoritos e vulcões.

Barú de sobo ada Barú faz emboscada em Sobô de facão.
se ké èré, se ké èré Faz gritar e é vitorioso.
de sobo ada

Xangô Barú era muito destemido, o cântico alude às guerras empreendidas ás diferentes cidades-estado e esta refere-se a Sobo uma cidade localizada no reino do Benin.

Os mitos apontam Ajaká como terceiro rei ou oba da cidade de Oió. Foi destronado por Xangô, seu meio irmão, por parte de pai, Oranian. Ajaká é também conhecido como Baayani ou Dadá, segundo P.Verger.

Àjàká máa bè ká wòóo Ajaká não implora nem mesmo ao poderoso Xangô.
Àjàká máa bè ká wòóo Ajaká não implora nem mesmo ao poderoso Xangô.
A e bàbá àjàká máa bè ká wòóo Nosso pai Ajaká
Àjàká máa bè ká wòóo não implora nem mesmo ao poderoso Xangô.
Àjàká máa bè ká wòóo

Àjàká òké Òrìsá O orixá do monte Ájàká.
Àjàká òké Òrìsá O orixá do monte Ájàká.

Ò be ri ó, ní Dàda sókun, Ele existe, eu vi, e é Dada quem chora
Àwa ri ó ó ní Dada sókun. Ele existe, eu vi, e é Dada quem chora

Ajaká mesmo destronado não implora clemência, mas após 7 anos ele retorna a ser o Oba da cidade de Oió em virtude de Xangô ter sido forçado à abdicar. O Canto a seguir faz referencia a fundação da cidade de Oió por Oranian no topo de um monte chamado Àjàká e assim o meio irmão de Xangô tomou este nome para si. Àjàká também conhecido por Dadá, durante seu primeiro reinado impunha pesados impostos a seus súditos a fim de financiar as guerras empreendidas, e quando os recursos demoravam a chegar punha-se a chorar, e dançava alegre quando estes chegavam em boa hora.

Aé aé ó gbè lê mònsó ojú omon Aê aê ele reconhece pelo olhar seus filhos.
Aé aé ó gbè lê mònsó ojú omon Aê aê ele reconhece pelo olhar seus filhos.
Oba olórí légé ó ni yé oba olórí Chefe dos Reis, fino e agradável
Ilú Àfonjá dé ó, aé aé bé, ri ó Chefe da terra, ele é Àfonjá que chega aê aê
aé aé bé, ri ó aé aé bé, ri ó Ele existe, eu o vi, aê aê ele existe, eu o vi,
Ò bé, ri ó ( ikú kójáàdé-ó kótà èrú) eu o vi, (ele levou a morte para fora - ele vende os medrosos)

Áfonjá foi um general, isto é, Kakanfô, do Alafin Aolé. Empreendeu inúmeras batalhas, sendo considerado um grande comandante militar. O cântico fala do “chefe da terra”, comandante que reconhece os seus pelo olhar.
Agonjú Órìsá awo Ògbóni Aganjú orixá do culto Ògbóni
Agonjú Órìsá awo Ògbóni Aganjú orixá do culto Ògbóni
Àwúre, Sàngò àwúre Nos dê boa sorte, Xangô, nos dê Boa sorte.
Ògbóni, Ògbóni, Ògbóni Ògbóni, Ògbóni, Ògbóni
Àwúre, Sàngò àwúre Nos dê boa sorte, Xangô, nos dê Boa sorte.

Aganjú um dos Alafin Oió, filho de Ajaká, e seu nome consta das genealogias levantadas pelo Instituto Francês da África Negra e por diversos historiadores dedicados à historia Yorubá. Ògbóni é um das sociedades secretas extremamente poderosa em território Yorubá, e uma das mais antiga. É uma sociedade que presta homenagens a “ONILÉ”, o "dono da terra” e zela pela ordem dos velhos costumes.

...E A FESTA CONTINUA NO ILÉ DE OBALADÔ

Káwòóo, Káwòóo Sàngò Dàhòmì Vossa Alteza Real,
Káwòóo Ka biyè si e Sua Real Majestade !!
Sàngò Dàhòmì Poderoso Xangô! Proteja-nos das guerras do Dàhòmi.

As guerras pontuaram a trajetória de Xangô o canto refere-se às disputas travadas entre os de Oió e os Dahomeanos, na disputa pelo imenso território pertencente ao reino de Oió.

Oba sérée òwa fé yìí sìn É para o rei que tocamos o xere, e é a este rei que queremos cultuar
Oba sérée òwa fé yìí sìn É para o rei que tocamos o xere, e é a este rei que queremos cultuar
Oba àwa òjòó oro ní oba Nosso rei da tempestade, ele é o rei
Oba sérée oba fé yìí sìn É para o rei que tocamos o xere, e é a este rei que queremos cultuar

Os Xeres, instrumentos musicais que, segundo as comunidades-terreiros e alguns autores reproduzem o barulho das chuvas quando tocados juntos, soariam como o das tempestades. Instrumento sagrado utilizado para invocar Xangô o senhor dos trovões e das tempestades.

Kíní ba, kíní ba, àrá won pè Poderoso Senhor que racha o pilão e oculta-se
Kíní ba, o sérée alado àwúre. Que impõe os raios e os chama de volta, abençoe-nos.

Obaladô é um dos títulos de Xangô significando “o rei que racha o pilão”

Àwúre lê, Àwúre lé kólé Abençoe-nos e traga boa sorte à nossa casa, que ela não seja roubada.
Àwúre lê, Àwúre lé kólé Abençoe-nos e traga boa sorte à nossa casa, que ela não seja roubada.
Àwa bo nyin maá ri àwa jalè Nós que o cultuamos, jamais veremos nossa casa roubada.
Àwúre lê, Àwúre lé kólé Abençoe-nos e traga boa sorte à nossa casa, e que não venham ladrões.

Trata-se de uma louvação ao orixá justiceiro que protege a comunidade contra os mal feitores. Verger(1999), ao descrever os rituais na África, destaca as bolsas de couro que adornam os eleguns de Xangô. Delas é dito que contêm as edun ara, as pedras de raio, símbolo deste orixá. Verger(1999:307) fala de inúmeros templos dedicados a Xangô distribuídos entre as diversas cidades iorubas
edificados em sua homenagem. É disto que fala os próximos dois cânticos.

Ó fì làbà, làbà.... Ò fì làbà Ele usa bolsa de couro...
Ó fì làbà, làbà.... Ò fì làbà Ele usa bolsa de couro.

Ó jìgòn àwa lé npé ó jìgòn nlá Ele é imenso, o maior de nossa casa, ele é gigantesco
Jìgòn àwa lé npé ó jìgòn nlá Em nossa casa o chamamos de o maior entre os gigantes.

O cântico que se segue faz alusão a Tapa, território dos Nupes, situado a noroeste da cidades de Oió.

E kí Yemonjá ago, Tapa Tapa Cumprimentemos Iemanjá pedindo licença a nação Tapa.
E kí Yemonjá ago, Tapa Tapa Cumprimentemos Iemanjá pedindo licença a nação Tapa.

Xangô é considerado sempre como muito rico e poderoso, sendo destacado em seus mitos a vaidade como um dos elementos que compõe a sua principal característica. A tradição oral dos terreiros sempre destaca a riqueza do Obá e os tesouros por ele acumulados.
E assim falam as próximas cantigas.

Oba sà rewà ele mi jéé jéé Rei que ama o belo, senhor que me conduz serenamente
Kù tù kù tù awo dé rè sé antes do culto chega com o seu oxê
Oba sà rewà O rei que ama o belo

Sòngó tó rí olá È imensa, é imensa a riqueza que eu vi
Tó e tó rí olá tó Xangô, é imensa a riqueza que eu vi
Sòngó tó rí olá
Tó e tó rí olá to

....A CORTE REAL CELEBRA

Os comentários sobre Xangô, suas roupas e danças cessam quando se ouvem os sons dos atabaques. O canto saúda Ogun, também ligado ao fogo. Da assistência eclodem saudações ao “Senhor dos caminhos” Ogun lê, é o momentos de louvar o grande ferreiro, aquele que produz as ferramentas dos orixás. Ogum de mãos ás costas, caminha para iniciar seu bailado rápido e guerreiro, exibindo sua espada, e vês por outra empreendendo uma luta contra inimigos invisíveis, porém conhecidos de todos.

Ké kìkì alákòró Grite somente alakorô
Ké kìkì alákòró O chefe dos mundo gosta de cumprimentar,
Olùàiyé ki fé Ògún senhor de Irê e do Akorô, chefe do mundo
Àkòró Oniré que acendeu a fogueira, chefe do mundo
Olùàiyé ìtònnón que acendeu a fogueira.

Ogum, senhor de Irê , cidade Nigeriana onde ele é cultuado, com o título de Onirê, o grande ferreiro.

Kàtà-Kàtà ó gbín méje Em distâncias iguais ele plantou 7 sementes.
Ó gbín méjé ònòn gbogbo Ele plantou 7 sementes em todos os caminhos.

A luta, as guerras são aspectos associados a Ogum, na África porém, além de guerreiro, ele é o grande protetor de todos aqueles que vivem da agricultura. No Brasil como no continente Africano ele é patrono de todos aqueles que trabalham com o ferro assim como na proteção dos Ilês é colocado nos portais o Mariô, folhas novas de palmeiras que são desfiadas para poder afastar os espíritos dos mortos e das influências negativas do mundo profano, e é disto que fala o cântico .

Ògún ni aláàgbède Ogum é o senhor da forja(ferreiro) e caçador
Mòrìwò ode que se veste de folhas novas de palmeiras.
Ode mòrìwò

Um novo canto saúda agora Iemanjá, e é Ogum, seu filho mítico que, dirigindo-se até o local onde sua mãe estava placidamente sentada, a saúda. Ele levanta-a com carinho e se despede de todos, retirando-se.

E kà máà ro ni ngbà ÒRÌSÁ rè Que nos jamais sejamos magoados por você Orixá do rio
Lodò e
E kà máà ro ni ru ngbà òrìsá rè que você carregue( a magoa ) em seu rio Orixá.
Lodò e

Na qualidade de progenitora dos seres humanos, possui o título de Iá Orí, isto é, “ mãe de todas as cabeças” e é, com este título, que é saudada nas principais cerimônias do Candomblé.

E ìyá kékeré a kí ri dò ó kí Mãezinha Senhora do rio (da existência) é a mãezinha
Olùwa odò , e ìyá kékeré aquela que é a senhora do rio.
Àwa je omon àwa je omon Nós somos seus filhos, ela é a mãezinha.

Yemonjá sàgbàwí, sàgbàwí rere
Yemonjá sàgbàwí, sàgbàwí rere Iemanjá intercedeu a nosso favor
Ò Sàgbàwí rere Yemonjá intercedeu para nosso bem Iemanjá
sàgbàwí rere intercedeu para nosso bem.

Os cânticos a Iemanjá ressaltam sempre a sua relação maternal, a imagem da grande mãe protetora é o que se no seu culto. Na África o local preferido para colocar suas oferendas é no rio Iemanjá. Sua louvação é sempre entoada com entusiasmo, Odô ia, além do seu lado maternal, também tem seu lado guerreiro, portando por vezes uma espada, para defender aqueles que necessitam de sua proteção. Terminado o bailado de Iemanjá, começa o ritmo forte, rápido e vibrante de Oiá/Iansã, a esposa guerreira de Xangô. Oyá a senhora dos raios, das tempestades, mãe de todos os ancestrais-egunguns. O frenesi toma conta do barracão ao ritmo rápido e alucinante dos atabaques. Deslumbrante ela chega, belamente vestida, na sua mão esquerda traz o erú-kerê ou eruexím feito de crina de cavalo, na mão direita uma pequena espada lembrando uma cimitarra.

Oyá kooro nilé ó geere-geere Oiá ressoou na casa incandescente e brilhante.
Oyá kooro nlá ó gè àrá gè àrá Oiá ressoou com grande barulho, ela corta com o raio.
Obìrim sapa kooro nílé geere-geere Ela corta com o raio, é divindade arrasadora que ressoou na casa.
Oyá Kíì mò rè ló Saudamos a Oiá para conhece-la melhor.

Odò hò yà-yà-yà Redemoinho dos rios.

Dá ni a padá lóodò Quem pode cessa-lo para podermos voltar pelo rio Oyá
Oyá ó odò hò yà-yà-yà O redemoinho do rio, quem pode cessar é Oiá.

No primeiro cântico nos mitos relativos ao fogo ela sempre está presente, ora como emissária e portadora deste poder, dividindo com seu real esposo Xangô, o medo e a admiração por ele infundido.
No próximo, Oiá está relacionada como as outras Iabás às águas. O rio Oiá, na Nigéria é a ela dedicado, suas águas turbulentas forma em alguns trechos redemoinhos. Aplacar a ira de Oiá é garantir uma boa travessia.
Após vários cânticos e danças cessam os atabaques, Oiá está dirigindo-se à orquestra ritual, abraça todos os músicos e se despede dos presentes.
Ecoa no barracão o ritmo forte e cadenciado do ijexa , se faz presente agora a, “senhora da beleza e das riquezas” Oxum. Todos se levantam para admirá-la, e , em passos miúdos e graciosos, começa a evoluir em uma dança que empolga a todos os presentes. Começa assim a evoluir uma dança graciosa ao som dos Ilús......

A ri ide gbé o !!! Aquela que consegue fazer soar as pulseiras como uma canção.
Omi ro a!! wàrá-wàrá omi ro Soam como o barulho das águas rápidas.
O fi’de se’mo l’Òyó Ela balança as pulseiras em Oyó.
Omi ro a!! wàrá-wàrá omi ro Soam como o barulho das águas rápidas.
O fi’de se’mo l’owo Ela balança as pulseiras com respeito.
Omi ro a!! wàrá-wàrá omi ro Soam como o barulho das águas rápidas.
O fi’de se’mo l’òrun Ela balança as pulseiras no Orun.

Oxum, orixá vaidosa e feminina, suas pulseiras lembram o murmúrio das águas dos rios, quando ela vai banhar-se faceira, exibindo sua riqueza e encanto. A palavra Wàrá-wàrá, além de significar rapidamente, tem o sentido de uma onomatopéia, que lembra o ruído das águas, como das pulseiras de Oxum no cântico.

Òsun e lóolá imolè lóomi Oxum, senhora que é tratada com todas as honras.
Òsun e lòolá Senhora dos espíritos das águas
Ayaba imolè lòomi Oxum, senhora que é tratada com todas as honras.

Yèyé yé olóomi ó, yèyé yé, Mãe compreensiva, dona das águas
Olóomi ó...

Ayaba balè Òsun A grande mãe Oxum toca (reverencia) o chão ( a terra ).
Ayaba balè Òsun

Ìyá dò sìn máa gbè ìyá wa oro A mãe do rio a quem cultuamos nos protegerá.
Ìyá dò sìn máa gbè ìyá wa oro Mãe que nos guiará nas tradições e costumes.

Os cânticos reverenciam a Senhora dos espíritos das águas e dos rios. Foi na beira de um riacho que o Rei Larô, o primeiro Ataojá, título dos Obás da região de Ijexá, na Nigéria, fez um pacto com este Orixá. Sob a forma de peixe, ela dirige-se ao rei, que faz construir, neste local mítico, o templo de Oxum, em Osogbo, onde ainda se cultua o orixá Oxum. Os iyêiyê, aves míticas ligadas aos ancestrais femininos, são lembrados também nos cânticos e de forma especial nas louvações dedicadas a Oxum – ora Iyêiyê ô – saudando uma das mais prestigiosas e muitas vezes temida, mãe ancestral. Dela também se diz ser a grande feiticeira.

E MAIS UM CÂNTICO ECOA.....

Igbá ìyawó igbá si Òsun ó réwà Ibá iawó(cabaça contendo tecidos, roupas. alimentos e pertences
Igbá ìyawó igbá si Òsun ó réwà da noiva)é para Oxum no dia do seu casamento.
Àwá sin e ki igbá réwà réwà Nós cultuamos a formosa noiva que recebeu linda cabaça de
Igbá ìyawó igbá si Òsun ó réwà presente de casamento. Oxum estava linda no dia do seu casamento.

O Ibá Iaô, a cabaça da noiva, pode também aludir a um outro tipo de aliança ou de compromisso. Como as noivas de hoje e de antigamente, os Iaôs, quando de sua iniciação preparam seu enxoval , recebendo também presentes dos mais próximos de sua futura família mítica, para que este possa brilhar no dia da cerimônia do enlace ou da sua iniciação. Lentamente a senhora dos rios, despede-se dos convidados, e outros acordes são executados para saudar Obá, As Ekejis certificam-se de que Oxum não esteja mais presente na sala. Os convivas de Obaladô estão radiantes, seguindo a cadencia dos ilús, uma batida mais forte do run, vem ela Oba a Yabá guerreira, a grande caçadora das florestas. Ao compasso do som suavemente retira a adaga presa o ao busto, colocando em seu lugar o ofá. Elegantemente com a adaga em punho avança graciosamente e começa seu bailado cadenciado ao cântico de.....

Obá e’léékò àjà òsì Obá da sociedade Elekó, guardiã da esquerda.
Àjàgbà e’léékó àjà òsì Anciã, guardiã da esquerda na sociedade Elekó.
Orò awo mò gbo Oba O ritual do mistério é entendido e ouvido por Obá.
Àjàgbà e’lééko àjà òsì Anciã, guardiã da esquerda na sociedade Elekó.

O Cântico fala da sociedade Elekó, informando que Obá é sua suprema guardiã. Pouco se sabe desta sociedade secreta de mulheres no Brasil, “se bem que seu título principal de Ìyà-Egbé é o que ostenta a chefe da comunidade nos ‘terreiros’ Lésé Egún. Por outro lado, Oba representação coletivas dos ancestres femininos, venerados nesta sociedade, é cultuada nos ‘terreiros’ Lese Òrìsà. Terminado este primeiro cântico, relembrando o papel de guardiã dos segredos da sociedade Elekó, Obá retoma o seu Ofá guardado no atacã e, com um gesto incisivo, solicita o escudo, que ela confiara a um dos presentes. Um novo ritmo laudatório se aproxima saudando a guerreira das florestas, através de passos rápidos, numa caçada, onde numa das mãos, exibe o arco e flecha, mostrando destreza daquela que se rivaliza, no ofício, com o maior dos caçadores, Oxossi.

Ìtí wéré Do trono de madeira rapidamente ela constrói
Ofà e rè wé seu arco e flechas que saem serpenteando.

Pó` pò pò Soando como um tambor abafado, o Ofá
Fà de wá, ni chegou até nós.
Pò pò pò Soando como um tambor abafado,
Ele nú o !! A proprietária o perdeu.

Ìya ele nú o (Quando) A mãe está enfraquecida.
Obà e’léékò délé Obá da sociedade Elekô, volta para casa,
Obà Sábà o faz adivinhação, prepara uma armadilha e
Obà ó dìbò ké ré volta a sair.

E bárin è pò E vai em direção ( à casa )
Ó dìbò ké ré Faz adivinhação, prepara armadilha e volta a sair.

Obá é rápida como a sua flecha. Dela é dito ser uma caçadora ta eficiente, e talvez melhor, que a maioria dos caçadores. Foi por isso que teve o respeito de Oxossi, o grande caçador. Dizem que foi ele quem ensinou a ela esta arte, e ela aprendeu com maestria. Oba é obsessiva, e seu instinto guerreiro sempre a faz pelejar. Porém, quando sente que as forças acabam, volta para casa ( floresta ), recupera-se e retorna rapidamente. A casa é o lugar da magia, da consulta a Ifá, deus da adivinhação. E é disto que falam os cânticos acima. Terminada a homenagem a grande guerreira, a mesma despede-se de todos com ar imponente. Uma pausa se faz no Ilê de Obaladô......
O toque dos atabaques anuncia que todos devem retornar ao barracão. O ritmo do Igbin anuncia aos presentes que Oxalá se faz presente nas celebrações de Xangô, e que o final da festa está para chegar. O canto explode com um entusiasmo muito especial. A melodia de rara beleza ecoa por todo o terreiro e é cantada com muita emoção por todos. Os versos dirigidos ao Pai-da-criação chega a ser quase uma súplica.

Oní sé a àwúre a nlá jé Senhor que faz com que tenhamos boa sorte
Oní sé a àwúre ó bèrì omon e com que sejamos grandes.
Oní sé a àwúre Senhor que nos dá o encantamento da boa sorte
A nlá jé Bàbá cumprimenta os filhos.
Oní sé a àwúre ó bèrì omon Pai, Senhor que nos dá boa sorte e nos torna grande.

O Orixá do branco e da calma está presente, lembrando a todos a importância de serem tão grandes quanto ele nos atos, tão calmos, porém dignos e conscientes de seus direitos e obrigações. Agora quem dança majestoso, tranqüilo e de porte altivo é Oxaguiã, o mais novo e guerreiro dos Orixás Funfun, empunhando uma espada evolui em passos firmes e cadenciados. Segundo antigas lendas, ele faz parte da trilogia dos Orixás guerreiros juntamente com Ogunjá e Iemanjá-Ogunté.

Ajagùnnòn (n)gbá wa o !!! Ajagùnnòn Ajagunan ( guerreiro ) nos acuda nos socorra, Ajagunan
Elémòsó, Bàbá Òssóòginyón Senhor dos lindos ornamentos, Pai Oxaguiã
Ajagùnnòn (n)gbá wa o !!! Ajagunan ( guerreiro ) nos acuda nos socorra.
Elémòsó ,Bàbá olóroògùn Pai das guerras ( guerreiro ), Senhor de Elemesó,
Ajagùnnòn (n)gbá wa o !!! nos acuda nos socorra.

O povo ioruba o relaciona como um dos filhos de Odudua que, a partir de Ifé, povoam o mundo, e assim funda a cidade de Elejigbo, sendo este considerado seu primeiro Obá ou Rei.

É hora da partida, as exclamações de Exeuê babá são pronunciadas com entusiasmo ao rei da benevolência. Todos solicitam a sua boa vontade. Seu afeto e imprescindível, e mais do que isso, sua estima, para que possa nos envolver com a ternura do seu abraço e a proteção de sua espada que ampara e luta ao nosso lado.

O dia amanhece, os primeiros raios de sol acordam a natureza. Ouvem-se os primeiros cantos dos pássaros que também anunciam a presença de um novo dia.

À calma e tranqüilidade no Ilê de Obaladô.....

...... o fogo lentamente se extingue na fogueira de Xangô......

sempre é bom aprender DICIONARIO

DICCIONARIO YORUBA

Escriba el término corretamente dentro de La capela y pulse Buscar




Si no encontro o término pode intentar buscar manualmente. Pulse la letra compõe empresa el término cujo significado queira conhecer o abecedário que aparece a continuassem.

ABECEDARIO

A B C D E F G H I J K L M N Ñ O P Q R S T U V W X Y Z











































A

Abakuá

La sociedad secreta Abakuá es una regla de origen africano compuesta sólo por hombres y renombrada por la violencia de sus miembros. Los integrantes de esta sociedad se denominan Ñáñigos. Nueva búsqueda

Abebé

Abanico Nueva búsqueda

Aberikola – Aberi kulá

Devoto no iniciado. Ver Iyawó Nueva búsqueda

Abikú

a) Niño o alma traviesa que encuentra placer en “incorporarse” en un feto para provocar su muerte durante el parto, o poco después. Una vez que muere, el abikú busca otro feto al que incorporarse, realizando esta acción nuevamente.

b) Niño que ha vuelto a su madre después de la muerte, y vuelve a nacer. Nueva búsqueda


Abrir el día

Consultar el ekkuelé. Nueva búsqueda

Achagba

La cadena de Ogún, compuesta de veintiuna piezas, que ofrece protección. Nueva búsqueda

Aché

Ver Ashé Nueva búsqueda

Achere

Maraca que se usa en las ceremonias. Nueva búsqueda

Achanti

Zona del occidente africano, cerca de Dahomey, de donde procedía un gran número de esclavos. Nueva búsqueda

Achogún

Iniciado(a) que ha recibido Pinaldo. Nueva búsqueda

Acué

Ver Ecué. Nueva búsqueda

Addimú o Adimú

Ofrenda sencilla de comida o frutas al orisha. Un poquito de cada cosa. Nueva búsqueda

Alá Addimú

Ofrenda sobre el orisha. Nueva búsqueda

Adié

Gallina Nueva búsqueda

Agbón

Nobre yoruba del coco Nueva búsqueda

Agogó

Campanilla para saludar a Obatalá y Oshún. Nueva búsqueda

Adeles

Una mano de caracoles está compuesta de un total de 18 (o 21), de los cuales sólo se tiran 16. A los que no se tiran se les llama adeles. Nueva búsqueda

Afoché

Polvos Nueva búsqueda
Akoko

Tribu yoruba africana. Nueva búsqueda

Akpuón o apwón

Cantante principal en el conjunto de tambores Batá. Por extensión: todo aquel que funja de cantante en la Regla de Osha o santería. Nueva búsqueda

Akukó jío jío

Pollito. Nueva búsqueda

Aleyo

Creyente no iniciado en la Regla de Osha. Nueva búsqueda

Allé

Caracol pequeño, parte de los ibós. Nueva búsqueda

Alubbata

Persona que toca los tambores Batá. Nueva búsqueda

Amalá

Comida preferida de Shangó, hecha de harina, carnero y quimbombó. Nueva búsqueda

Amibo

Harina de maíz con quimbombó. Se cocina el quimbombó y la harina en el agua donde se hirvieron las guineas que se sacrificaron, agregándole pedazos de esta carne. Nueva búsqueda

Amarre

Pequeño conjuro. Amarrar es realizar el conjuro. Nueva búsqueda

Anagó

Lucumí Nueva búsqueda

Ángel de la Guarda

Ver orisha Nueva búsqueda

Anima sola

Anima en pena o del purgatorio, que se identifica con Eleguá. Nueva búsqueda

Añá

Deidad que vive dentro de Iyá, el mayor de los tambores Batá. Nueva búsqueda

Apapa

Persona procedente de Calabar. Nueva búsqueda

Apetesbí

Ayudante del babalawo (mujer). Nueva búsqueda

Apwon

Solista de los tambores Batá. Nueva búsqueda

Arará

Región del occidente africano así como persona originaria de esa región. En lengua yoruba significa “enano”. Nueva búsqueda

Aremú

Elogio a la grandeza de conocimientos (mú) que tenía Oduduwá. Príncipe o denominación que se le da al primogénito de Alafin, por lo que significa también príncipe heredero. Nueva búsqueda

Ashé o Aché

Gracia que le da el santo a su iniciado. Es el poder divino. Todas las ceremonias, invocaciones, etc. se realizan para obtener este ashé de los orishas. Nueva búsqueda

Asiento

Ceremonia más importante de la santería por la que se le corona el ángel de la guarda (ver Registro de Entrada) al devoto. Se considera el nacimiento a una nueva vida. Dura siete días (al segundo de los cuales se le llama día del medio, y al tercero día de Itá) en los que se celebra rogación de entrada, ebbó de entrada, Osain y lavatorio, así como sacrificio de animales. Durante estos siete días, el Iyawó no debe recibir malas noticias y debe permanecer en el trono que se le ha preparado. Posteriormente se hará el Ebbó de tres meses y el Ebbó del Año (que se ha sustituido en la actualidad por el Pinaldo). La ceremonia de asiento se denomina también Kari orisha, kariosha y Sodo-orisha. Nueva búsqueda


Até de Ifá

Tablero de Ifá Nueva búsqueda

Avatar

Las distintas fases de la vida de un mismo orisha. De Eleguá, por ejemplo, se conocen hasta ciento uno. Se llama también “camino”. Nueva búsqueda

Ayé

Ver allé Nueva búsqueda

Ayubbona

Ver Oyugbona Nueva búsqueda



Nueva búsqueda

B

Babalao o Babalawo

El sacerdote o santero más importante. Es el único que puede leer el tablero de Ifá. Se cree que la etimología de la palabra es “babá” (padre) + “awó” (secreto) Nueva búsqueda

Babalochas

Santero. Sacerdote de segundo orden, tras el babalao. La etimología de la palabra es baba=padre + Osha=orisha y su significado es padre de santo (en la actualidad se usa mayoritariamente la palabra “padrino”) Nueva búsqueda

Bajarle el santo

Ver Montar Nueva búsqueda

Batá

Ver Tambor Batá Nueva búsqueda

Bemba

Labios Nueva búsqueda

Bembé

Tambor yoruba-lucumí. También se usa para referirse a las fiestas en sí. En uno de los “bembés”, por ejemplo, se monta el santo. Igualmente, denomina determinado baile de marcado erotismo. Nueva búsqueda

Biangué - Biagué - Biawé

Oráculo de los cocos, en el que se tiran cuatro trozos de coco sobre una estera (y, puesto que se cuenta el número de ellos que cae con la parte cóncava hacia arriba, hay cinco posibles combinaciones) Su nombre está tomado de Biangué, el primer sacerdote que lo utilizó. En yoruba al coco se le llama obi o agbón. Nueva búsqueda

Bongó

Tambor gemelo Nueva búsqueda

Bozales

Ver Negros bozales Nueva búsqueda

Brillumba

Una de las cuatro Reglas congas principales Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

C

Caballo

A la persona poseída en una ceremonia se le llama caballo porque el santo le monta. El caballo toma la personalidad del orisha que le monta Nueva búsqueda

Cabildos (de nación)

Agrupaciones establecidas por el gobierno español en las que se permitía reunirse a los esclavos (negros bozales o negros de nación) de acuerdo con su origen. Se crearon a fin de servir como válvula de escape de las tensiones que creaba el tipo de vida que llevaban y para tratar de ahondar las diferencias entre los grupos étnicos, evitando así una posible rebelión negra.

Los negros ladinos se organizan en cofradías Nueva búsqueda

Cadena de Ifá

Ver Ekkuele Nueva búsqueda

Caer con santo

Ver Montar Nueva búsqueda

Calabar

Región africana, en la costa occidental. Un habitante de Calabar se denomina apapa. El grupo étnico se denomina carabalí. Nueva búsqueda

Caminos

Las distintas fases de la vida de un mismo orisha. De Eleguá, por ejemplo, se conocen hasta ciento uno. Se llama también “avatar”. Nueva búsqueda

Canastillero

Vitrina o cómoda del Ilé Osha donde se encuentran las soperas Nueva búsqueda

Carabalí

Grupo étnico originario de Calabar. Nueva búsqueda

Caracoles

Ver Dilogún. Nueva búsqueda

Cascarilla

Cáscara de huevo molida. Se usa al principio de los rituales para formar sobre la estera, junto con tierra del árbol del santo que preside la casa, la firma de los santos que se invocan. Las firmas se cubren con maíz seco y se enciende una vela al final de cada dibujo.

La cascarilla se puede ofrendar a Obatalá. Nueva búsqueda

Celebración del Ángel de la guarda

Ver “cumpleaños de santo” Nueva búsqueda

Ceremonias de la santería

Asiento, ceremonia del río, cuarto de santo, cumpleaños de santo o celebración del ángel de la guarda, día de Itá, día del medio, ebbó meta, entrega del cuarto de santo, Ituto, lavatorio, medio asiento, Osain, presentación del tambor, recibir collares, recibir guerreros, recibir Olokun, recibir pinaldo o cuchillo, rogación de cabeza, sacrificio de animales, séptimo día.

Toda ceremonia de la santería tiene tres fases: la llamada a los orishas, la “bajada” de un orisha, que posee a uno de los asistentes y, y la prescripción de ebbós. Nueva búsqueda

Ceremonia del río

Bautismo del iniciado. Nueva búsqueda

Chequeté

Bebida preparada con maíz tostado puesto a fermentar con naranja agria, cocimiento de hierba Luisa y azúcar. Nueva búsqueda

Chicherekú

Esclavo bozal, bajo y cabezón, que perseguía a la gente en los barracones. Nueva búsqueda

Cimarrón

Esclavo que se escapa y vive en el campo. Nueva búsqueda

Coco

Ver Biangué Nueva búsqueda

Cofradías

Organizaciones (creadas por los esclavistas) de negros ladinos. Nueva búsqueda

Congo

Pueblo perteneciente al grupo bantú, originario del reino de Congo. En Cuba se concentran en Oriente. Las Reglas Congas son principalmente cuatro: Mayombé o Palo Monte, malongo, brillumba y Regla Kimbisa del Santo Cristo del Buen Viaje. Nueva búsqueda

Coronación

Ver asiento. Nueva búsqueda

Cruce

Práctica de otra religión de origen africano por parte de un miembro de la santería. Los cruces más corrientes de la santería tienen lugar con la Regla de Palo y el espiritismo. Nueva búsqueda

Cuarto de santo

Habitación donde se hacen las ceremonias de osain, lavatorio y asiento. Debe tener una sábana blanca en la entrada y mientras ésta esté corrida sólo los santeros pueden entrar. Nueva búsqueda

Cumpleaños del santo o celebración del ángel de la guarda

Celebración del aniversario del día en que a una persona se le hizo la ceremonia de asiento. Se llama también la «Mayoría de Edad» Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

D

Da

Deidad de las tribus fons, se correspondería con Ogún en la santería. Nueva búsqueda

Despojo

Ceremonia de limpieza o purificación Nueva búsqueda

Día de Itá

Tercer día de la ceremonia de asiento (después del día del medio y dos después del asiento). En él se consultan los caracoles y se escribe el registro. Nueva búsqueda

Día de la Plaza

Séptimo día Nueva búsqueda

Día del medio – médium

Segundo día de la ceremonia de asiento, al que seguirá el día de Itá. En el día del medio se vaticina cuándo y cómo se morirá el iniciado. Nueva búsqueda

Dilogún

Oráculo de los caracoles, al que se acude para hacer a los orishas una pregunta concreta. Se necesitan cinco piezas llamadas ibo -que se separan en el momento de la tirada- además de veinte caracoles, de los que se lanzan dieciséis y se leen sólo trece. En el oráculo del Dilogún se tiran dos veces consecutivas dieciséis caracoles. En cada una de ellas se cuenta el número de caracoles que caen con la apertura hacia arriba (por lo que hay 256 combinaciones posibles) Cada una de estas combinaciones es un oddú (o “letra”) y lleva asociada uno o varios patakis, de los que el santero obtiene unas conclusiones aplicables a la pregunta que hizo la que persona que consultó los caracoles. El sacerdote especializado en la lectura de los caracoles se llama Oriaté. Nueva búsqueda

Diplobabalawo

Término despectivo para referirse a los babalawos que tratan especialmente con extranjeros, a los que, por lo general, cobran por sus servicios cantidades mucho más elevadas de las que cobrarían a un cubano. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

E

Ebó – Ebbó

Trabajos de mayor o menor complicación que deben llevarse a cabo después de la consulta a uno de los oráculos. Mediante los ebbós, los orishas liberan de enfermedades, maldiciones, etc. Nueva búsqueda

Ebbó Orí o Kobo Orí

Rogación de cabeza con los ingredientes que se determinan en la consulta, más los básicos que son: coco rallado crudo, manteca de cacao, cascarilla, algodón, paño blanco para cubrir la cabeza, jícara con agua, y cuatro pedazos de la masa del coco que se utilizan para preguntar Nueva búsqueda

Ebbó de tres meses.

Ver Ebbó Meta. Nueva búsqueda

Ebbó Meta – Ebbó Tuto Sundida Meta Nueva búsqueda

Celebración de los tres meces de la ceremonia de asiento. Nueva búsqueda

Efún

Pelotita de cascarilla, parte de los ibós. Nueva búsqueda

Ecué

Para los Abakuás, uno de los hijos de Abasí, creador del universo. Sincretiza con Jesucristo. Nueva búsqueda

Egba

Tribu yoruba africana. En Egba se adoraba a Yemayá. Nueva búsqueda

Egbado

Tribu yoruba africana Nueva búsqueda

Egun

Los espíritus de los muertos. Se dice “Ikú lobi Osha”: el muerto parió al santo (que quiere decir que los orishas no son más que espíritus elevados) Nueva búsqueda

Egungun

Vértebra o hueso pequeño, parte de los ibó. Nueva búsqueda

Ekines

Ver Ikines Nueva búsqueda

Ekiti

Tribu yoruba africana. En Ekiti se adoraba a Ogún. Nueva búsqueda

Ekó

Tamal de maíz . Se hace con harina de maíz y otros componentes, envuelto en hojas de plátano. Se le ofrenda a Oshún, Shangó y Eleguá. Nueva búsqueda

Ekkuelé – Opkuele – Okuele - Cadena de Ifá. Cadena de ocho piezas que el babalao consulta al levantarse (“abrir el día”) Se tira de forma que forma dos líneas paralelas, contándose el número de ellas que caen boca arriba. Los babalawos deben tener dieciséis Ekkuelé, pero cada día usa sólo uno, elegido según el oddún que salga. Nueva búsqueda

Eleke

Collar sagrado en la santería Nueva búsqueda

Emú

Vino de palma Nueva búsqueda

Entrega de cuarto santo

Ceremonia que se hace cuando el santero-a va a entrar en el cuarto de santo por primera vez. En esta ceremonia el padrino le explica cómo hacer las cosas. Es necesaria antes de que el santero participe en osain o asiento. Nueva búsqueda

Eri Aworan – Eri aguona

Cabecita de muñeca, parte de los ibós. Nueva búsqueda

Eshú

Entes diabólicos. Nueva búsqueda

Ewé

Un ewé es una prohibición. Ewe es también el término que se usa para referirse a las plantas ( monte, hierbas, bosques o toda la vegetación), entre los descendientes de los yoruba-lucumí (y que los descendientes de los congos denominan vititi-nfinda) Nueva búsqueda

Ewe Ayo

Semilla de guacalote, parte de los ibós. Nueva búsqueda

Ewéréyeye
Peonía Nueva búsqueda

Eyebale

Sangre. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

F

Firma

Especie de jeroglífico asociado con cada orisha. Por medio de la firma se invoca al orisha deseado. La firma se puede trazar con tiza, y se usa para los “trabajos del bien”, o con carbón, y se usa para “trabajos del mal”. Además de los orisha, los creyentes tienen también su propia firma, normalmente una variación de la firma del orisha al que están encomendados. Nueva búsqueda

Fundamento

Objeto en el que habitan los orishas. Puede ser una sopera o una piedra. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

G

Garabato

Bastón de Eleguá, usado por los santeros para atraer hacia el Ilé Osha lo bueno o para apartar o separar lo malo. Nueva búsqueda

Guerreros

Ver Recibir guerreros Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

H

Hacer Osain

Preparar el iyalocha las hierbas necesarias para el Omiero. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

I

Ibo – Iboque - Igbo

Las piezas que se separan de los caracoles en el momento de la tirada (ayé o allé: un caracol pequeño; efún: pelotita de cascarilla; eri aworan (o aguona): una cabecita de muñeca; ewe ayo: semilla de guacalote; otá: una piedrecita negra; egungun: vértebra o hueso pequeño) Nueva búsqueda

Ibí

Maldad Nueva búsqueda

Icú - Ikú

La icú es la muerte. Nueva búsqueda

Ifá

Orula, una de las deidades. Ver tablero de Ifá. Nueva búsqueda

Ifé – Ile Ifé

Ciudad origen de la religión y cultura yorubas. Tribu yoruba africana Nueva búsqueda

Igbodú, Ibodún, Ibodú

Cuarto secreto ceremonial y sagrado. Es el lugar de la casa donde se encuentran los santos en una casa templo. Nueva búsqueda

Igbo

Ver Ibo Nueva búsqueda

Ijesha

Ikines - Ekines

Semillas de palma aceitera usadas en el oráculo del mismo nombre. “Es el receptáculo o representación de Orula en la tierra” Cada babalao tiene los suyos propios, y al morir se le entierra con ellas. Para consultarlas se necesitan al menos tres babalaos. Nueva búsqueda

Ilé

Casa Nueva búsqueda

Ilé Osha

Casa de culto de la santería. Para una descripción completa ver

Ilé Yansa

El cementerio (de Yansa, orisha que vive en el cementerio) Mandar para Ilé Yansa: matar Nueva búsqueda

Iré

Cada uno de los oddunes de buena suerte. Los de mala suerte se llaman osobo. Nueva búsqueda

Ireme

Diablillo presente en las ceremonias Abakuás y que da fe de sus juramentos Nueva búsqueda

Iro – Iro Ifá

Campanilla que se toca durante la divinación del Ifá. Nueva búsqueda

Iroko

Ceiba, árbol sagrado afrocubano. Nueva búsqueda

Itá

Ver día de Itá. Nueva búsqueda

Ituto

Ceremonia fúnebre que se realiza tras la muerte de un babalocha o iyalocha para darle tranquilidad al espíritu del muerto. Durante el Itutu se sacrifican dos gallinas negras y se asiste a una misa católica de difuntos. Nueva búsqueda

Iyá

El mayor de los tambores batá, en cuyo interior habita Añá. Nueva búsqueda

Iyalocha o Yalocha

Santera. Sólo puede consultar los caracoles para hacer Itá una vez entrada en la menopausia. La etimología de la palabra es iya=madre + Osha=orisha y su significado es la madre de santo (en la actualidad se usa mayoritariamente la palabra “madrina”) Nueva búsqueda

Iyawó - Iyabó

Iniciado en la Regla de Osha, durante su primer año, en el cual ha de observar determinadas restricciones - vestir y calzar de blanco, por ejemplo. Al cabo de ese tiempo se convierte en babalocha o iyalocha, pero necesita la ceremonia de entrega de cuarto de santo antes de participar en una ceremonia de osain o asiento. Ver aberikola. Nueva búsqueda

Iyebbu Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

J

Jabao

Mulato de piel amarillenta y pelo claro Nueva búsqueda

Jícara

Nombre que se le da a las vasijas hechas con el fruto de la güira (Crescentia cujeta, árbol de la familia Bignonácea) cortado en dos mitades, a las cuales se le extrae la pulpa interior, poniéndose a secar la corteza que luego se raspa y pulimenta. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

K

Kari orisha - Kariosha

Ceremonia de asiento. Nueva búsqueda

Killa

Pañuelo de tres puntas usado en las ceremonias. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda



L

Ladinos

Ver negros ladinos Nueva búsqueda

Lavatorio

Ceremonia secreta en la que se consagran los collares, el fundamento y los atributos de los santos. Nueva búsqueda

Letra

Ver Ordú. Sobre “letra del año” ver “Tirada de fin de año” Nueva búsqueda

Libretas

Anotaciones de palabras, dibujos, firmas, oraciones, recetas, etc. que escribe el santero para su propio uso. Nueva búsqueda

Lucumí - Lukumí

Nombre americano de los yoruba. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

M

Madrina

Persona encargada de guiar y enseñar la religión a los iniciados. Si es hombre es padrino. Ver iyalocha. Además del padrino o madrina en algunas ceremonias se necesita un-a oyugbona. Nueva búsqueda

Mambí (plural: mambises)

Soldado de las guerras de independencia cubana Nueva búsqueda

Mandinga

Grupo étnico originario de la zona comprendida entre los ríos Senegal y Níger. Portadores de la influencia musulmana a América. Nueva búsqueda

Malongo

Una de las cuatro Reglas congas principales. Nueva búsqueda

Mano

Se denomina mano a cada uno de los juegos de caracoles que posee un babalawo y usa en el Dilogún. Una mano tiene 18 caracoles (o 21 si es de Eleguá) Nueva búsqueda

Mayombé

Palo Monte El mayombé es el trato directo del creyente con el espíritu del muerto, encerrado en un habitáculo de barro, güira o hierro. La mayomba es “un culto bantú subordinado al de los lucumis o yorubas”. Nueva búsqueda

Mayombero

Palero Nueva búsqueda

Mayoría de Edad

Cumplir un año desde el asiento. Se llama también cumpleaños de santo. Nueva búsqueda

Medio asiento

Ceremonia igual a la de asiento en la que se consagran y nacen los santos pero no se hace la ceremonia de consagración de la persona. La persona con medio asiento no puede participar en ninguna ceremonia de los santeros. Nueva búsqueda

Médium

Día del medio. Nueva búsqueda

Mollubba

Moyugba Nueva búsqueda

Monte

El monte es el lugar sagrado por excelencia. En ocasiones se refiere a la tierra en general (frente al cielo, donde habita Olofi); en ocasiones se refiere a cualquier lugar donde la vegetación es abundante (puesto que los orishas viven en las hierbas) Nueva búsqueda

Montar – (ser montado por un santo) Nueva búsqueda

Ser poseído místicamente por un santo durante una ceremonia. Se dice también “subirle el santo”, “bajarle el santo”, “caer con santo”. Ver caballo. Nueva búsqueda

Moyugba

Saludo al orisha, solicitud de autorización para realizar una ceremonia. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

N

Negros bozales

Los negros que proceden de África y no saben hablar español. Son también llamados negros de nación. Ver negros ladinos. Nueva búsqueda

Negros de nación.

Negros bozales. Nueva búsqueda

Negros ladinos

Los que proceden de España y saben hablar español. Ver negros bozales. Nueva búsqueda

Nganga

Soperas en la Regla de Palo Monte. Nueva búsqueda

Ngangulero

Practicante de la Regla de Palo Monte Nueva búsqueda

Nupe

Tribu yoruba africana Nueva búsqueda

Ntutu

Armonía entre lo positivo y lo negativo. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

Ñ

Ñáñigo

Practicante de una Sociedad Secreta Abakuá. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

O

Obá

Santero varón que dirige las ceremonias y es la máxima autoridad en ellas. Nueva búsqueda

Obakoso

Nombre honorario de Shangó Nueva búsqueda

Alafin

Titulo del rey del pueblo de Oyó Nueva búsqueda

Obi

En Nigeria es el nombre de la nuez de Kolá; en Cuba, como ésta no existe, se sustituye por el coco seco, cuyo verdadero nombre en Yoruba es agbon. Según la leyenda Obi era muy orgulloso y vanidoso, por lo que fue castigado por Olofi a poder hablar sólo cuando estuviera en el suelo. Nueva búsqueda


Odú – Ordún

El resultado de la consulta a los oráculos es la obtención de los “ordunes” o “letras”, cada una de las cuales tiene un nombre específico. Las letras llevan asociadas una serie de parábolas llamadas patakis, de las cuales el santero saca conclusiones respecto a la vida de la persona que consulta el oráculo. El resultado final es la necesidad de llevar a cabo una serie mayor o menor, y más o menos complicada de ebós. La mitad de los oddús son masculinos y la otra mitad femeninos. Algunos son positivos (irés) y otros negativos (osogbo) Cada oddú explica parte del entendimiento del mundo en la santería. Nueva búsqueda

Odusain

Osainista

Ofunsá

Nombre de una posición oracular de Ifá. Nueva búsqueda

Okuele

Ver Ekkuele Nueva búsqueda

Olorisha

Término tradicional para el santero. Nueva búsqueda

Olorun

Cuando hablamos de Dios como dueño del cielo, utilizando la palabra cielo como el lugar donde habitan los Seres Espirituales. Nueva búsqueda

Olodumare

La cabeza de Dios, la energía que contiene todas las cosas inmutables. Eterno / Constante. De Olodumare salen todos los destinos que existen y también nacen las energías de derecha e izquierda. Edumare, Eledumare y Odumare son variaciones regionales del mismo nombre. Nueva búsqueda

Olofin

“Dueño de la Ley” (o también dueño de los mandamientos). Otra de las manifestaciones de Dios, y hace referencia a las leyes que les dio a los Orishas que vinieron al Mundo, quienes a la vez debían adoctrinar a los hombres. También se aplica este nombre a los reyes o gobernantes, pues son quienes imponen las leyes. Nueva búsqueda

Olojoní

El Dueño del Día, la manifestación de Dios a través de lo que está sucediendo. Nueva búsqueda

Olubaté - Olubatá

Iniciado que ha pasado la ceremonia de consagración a Añá y puede tocar los tambores Batá. Sólo los hombres pueden ser olubatés. También llamados alubbatá. Nueva búsqueda

Omo-orisha

Santo. Tras la ceremonia de asiento las personas se transforman en Omo-Orishas. Nueva búsqueda

Omiero

Infusión sagrada sedativa, preparada con varias hierbas y otros ingredientes ( miel, cascarilla, tabaco, aguardiente etc.) Para beberla o para bañarse. Nueva búsqueda

Omi-tuto

Agua con que se refresca a los orishas. Nueva búsqueda

Ondo

Tribu yoruba africana Nueva búsqueda

Opkuele

Ver Ekkuele Nueva búsqueda

Opón Ifá

Tablero de Ifá. Nueva búsqueda

Oráculos

Dilogún (caracoles), Biangué u obi (cocos) y el tablero de Ifá. Nueva búsqueda

Orgún – Odú (en yoruba)

Caminos, figuras o letras del oráculo. Nueva búsqueda

Oriaté

Especialista en interpretar el Dilogún Nueva búsqueda

Orishas

Ancestro divinizado. Espíritu que encarnó en el Mundo, vivió entre los hombres y pasó a la historia por haber realizado prodigios y otros hechos que le valieron su divinización a través de rituales que lo ligaron a algún Imalé. Hay distintos tipos de Orisha:

Deidades del panteón yoruba, sincretizados con santos católicos en la santería. Originariamente, un orisha es un humano con un gran poder o sabiduría, que al morir pasa a ser adorado; sin embargo, a los orishas no se les considera muertos, sino espíritus activos: “No los veremos, pero nos estamos codeando con los muertos y con los Santos a todas horas. Nuestros negros están convencidos de que vivimos rodeados de espíritus y que a su influencia se debe cuanto malo o bueno les sucede.” En África, distintas tribus yorubas adoraban a distintos Orishas, aunque había también Orishas adorados por todas las tribus (como Obatalá). Todas las personas son hijos o hijas de un determinado orisha, al que deben venerar especialmente y al que se le llama su Ángel de la Guarda. La etimología de la palabra “orisha” puede ser o bien “asha” (ceremonia religiosa) o bien “ri” (ver) + “sha” (escoger) Puede consultarse una lista completa de Orishas, haciendo clic sobre “Panteón Yoruba" en el índice que aparece en la parte izquierda superior de esta página. Nueva búsqueda

Orisha Idilé

Es el Orisha al cual le hace culto una familia dentro de su hogar. Nueva búsqueda

Orisha Orí

Es el Orisha que actúa de guardián de cabeza de cada ser humano. Nueva búsqueda

Orisha Ilú

Es el Orisha que es venerado por una ciudad entera. Nueva búsqueda

Orisha Inu - Es el Orisha que representa el inconsciente de cada uno, el "yo" interno. Nueva búsqueda

Osain

1 - Uno de los Orishas, dueño de la vegetación terrestre.

2 - Muñeco en el que se aloja este orisha –que de acuerdo con la leyenda antiguamente solía hablar, pero hoy día ya no lo hace.

3 - La colección de hierbas que tiene un Babalawo.

4 - Un tipo de ceremonia secreta Nueva búsqueda

Ver Hacer Osain. Nueva búsqueda

Osainista

Sacerdote dedicado al culto del orisha Osain y al conocimiento de la flora y la fauna. Encargado de tomar, recoger del monte las hierbas y palos necesarios para las diferentes liturgias. Nueva búsqueda

Osogbo

Cada uno de los odunes de mala suerte. Los de buena suerte se llaman iré. Nueva búsqueda

Otá

Piedrecita negra, parte de los ibó. Nueva búsqueda

O

Tribu yoruba africana. Un otá es también una de las piedras que se encuentra dentro de los fundamentos y que es el espíritu de un familiar muerto. El otá se coge de un río. La deidad se “incorpora” mediante el ritual a un objeto, que generalmente está constituido por una o varias piedras, colocadas dentro de un recipiente de material y decoración adecuados, que es entregada al iniciado. Nueva búsqueda

Owo

Tribu yoruba africana Nueva búsqueda

Oyinaldo

Cuchillos sagrados utilizados en los sacrificios animales. Nueva búsqueda

Oyó

1 - Ciudad, capital del imperio del mismo nombre, situado al norte de Dahomey. Es el imperio Yoruba. Su caída provoca el envío de gran cantidad de esclavos yoruba a América. Según la leyenda, Shangó fue el cuarto rey de Oyó. Nueva búsqueda

2 - Tribu yoruba africana. Nueva búsqueda

Oyugbona - Oyubona

Segundo padrino o segunda madrina. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

P

Padrino

Persona encargada de guiar y enseñar la religión a los iniciados. Si es mujer es madrina. Además del padrino o madrina se necesita un-a oyugbona. Ver iyalocha. Nueva búsqueda

Palenque

Poblaciones de cimarrones. Nueva búsqueda

Palero

Creyente de la Regla de Palo Monte Nueva búsqueda

Palma

Ver Ikines Nueva búsqueda

Palo Monte

Regla de origen congo, que se distingue de la santería básicamente por hacer más hincapié en el culto a los muertos y la magia (mientras que la santería se centró en el culto a los orishas) Nueva búsqueda

Paraldo

Pinaldo Nueva búsqueda

Pataki - Patakin

Leyenda. Se llama así a cada uno de los muchos refranes asociados a un ordún. Son pequeñas historias de las que el santero saca conclusiones relativas a la persona que consulta los caracoles. Según el consenso existente entre santeros y babalaos, el sello de legitimidad de los ritos y los patakíes de la Regla de Osha lo estampa la antigüedad de sus orígenes, la cercanía temporal al África de los ancestros, el hecho de haber sido aprendidos “con negros de nación allá por los inicios del siglo” o, en su defecto, con sus hijos y discípulos.” “Los patakíes cumplen una función importante a la hora de hacer entender a la gente la letra (el signo adivinatorio) que le salió, y lo que tienen que hacer.” Nueva búsqueda

Pinaldo

Ver “recibir Pinaldo”. Nueva búsqueda

Plante de santo

Ver “posesión” Nueva búsqueda

Ponerse collares

Ver “Recibir collares” Nueva búsqueda

Posesión

Bajada de los Orishas, que se “meten” en el cuerpo de un creyente para comunicarse con los humanos. Se le llama también “toque” o “plante de santo”. Los fieles llevan los atributos y collares de sus santos; en el santuario se han colocado las soperas, los caracoles sagrados y los otanes Nueva búsqueda

Presentación al tambor

Ceremonia en la que el iyawó –después del séptimo día- le da un tambor a un santo. Sin esta ceremonia, el iyawó no puede asistir a ninguna fiesta porque no puede saludar ni bailar al tambor. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

Q

No existen términos por la letra (Q)


Nueva búsqueda

R

Rayado

Iniciado en la Regla de Palo Monte Nueva búsqueda

Recibir collares

Ceremonia de iniciación a la santería. Primero se hacen los collares, luego se consagran y luego se imponen. Nueva búsqueda

Recibir cuchillo

Ver “Recibir pinaldo” Nueva búsqueda

Recibir guerreros

Ceremonia en la que se recibe a los orishas guerreros: Eleguá, Ogún y Oshosi. Nueva búsqueda

Recibir Olokun

Ceremonia por la que se recibe a este orisha Nueva búsqueda

Recibir pinaldo o cuchillo

Ceremonia de confirmación de su santo de un santero o santera, un año después del asiento. En ella se obtiene la mayoría y a partir de ahí puede hacer todo tipo de ceremonias (como los sacrificios de animales en que se haya de utilizar cuchillo) A pesar de haber recibido Pinaldo, sin embargo, las mujeres no pueden sacrificar animales de cuatro patas. Una vez que se ha recibido Pinaldo, el iniciado recibe el nombre de Achogún. Nueva búsqueda

Registro

El día de Itá se consultan los caracoles y se escribe el “registro”, en el que se norma la vida del iniciado a partir de ese momento. En el registro se incluyen detalles sobre la vida pasada del iyawó, se describe su situación presente y se pronostica el futuro. Sólo el iniciado y su padrino - madrina pueden leer el Registro. Nueva búsqueda

Registro de Entrada

Una semana antes del asiento se hace el Registro de Entrada, en el que, mediante el Dilogún o la tabla de Ifá se averigua cuál es el Ángel de la Guarda del Iyawó. Nueva búsqueda

Registro Final

Cuando muere un santero-a se consulta a los orishas para conocer el destino de los santos que el santero poseía, las ceremonias que han de realizarse y las advertencias que han de darse a sus familiares. Nueva búsqueda

Regla

Culto o religión, normalmente aplicado a las de origen africano. El término viene de los reglamentos de los Cabildos de nación. Las reglas más importantes son Regla de Osha o Regla Lucumí (santería), Regla de Palo Monte o Regla Conga (Mayombe) y Regla Arará (de origen dahomeyano) Algunas personas hablan también de la Regla espiritista, de la regla abakuá e incluso de la Regla de blancos (el catolicismo) Aunque en ocasiones se usa Regla de Ifá como sinónimo de Regla de Osha, algunos prefieren enfatizar la diferencia, siendo Osha un desarrollo cubano y menos ortodoxo, mientras que Ifá se referiría a la religión más cercana a sus raíces primigenias africanas.

Regla Kimbisa del Santo Cristo del Buen Viaje

Una de las cuatro Reglas congas principales Nueva búsqueda

Regla de Osha

Religión popular surgida en Cuba durante la época colonial española, cuyo sistema de creencias y complejo ritual está basado en la reverencia y adoración a los orishas del panteón del pueblo yoruba de Nigeria, sincretizados en su mayoría con santos católicos. Nueva búsqueda



Retirar el santo

Hacer que termine el trance o posesión. Se denomina también “sacar el Santo” Nueva búsqueda

Rogación de cabeza

Llamamiento a todos los orishas al principio de una ceremonia. Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

S

Sacar el Santo

Ver “retirar el Santo” Nueva búsqueda

Sacrificio de animales

“El alma o principio vital está en la sangre” Además de la sangre, se utilizan diversas partes del animal, llamadas asheses, que se cocinarán después de una forma específica por el santero. Nueva búsqueda

Saludo

Saludo al orisha. La postura depende del sexo del que saluda. Si se saluda a un santero mayor, en realidad se está saludando a su ángel de la guarda. Nueva búsqueda

Santero

Ver: babalao, babalocha, iyalocha, olorisha, santero levantado. Nueva búsqueda

Santero levantado

Santero que, por sus conocimientos, es invitado a participar en una ceremonia Nueva búsqueda

Santico

Trance o posesión simulada Nueva búsqueda

Santos de addimú

Santos que se reciben antes o después de la ceremonia de asiento, para resolver problemas específicos. Nueva búsqueda

Santo de cabecera

El santo principal al que se dedica la devoción de un iniciado. Nueva búsqueda

Santos de fundamento

Santos que se reciben en la ceremonia de asiento además del santo de cabecera. Normalmente son Shangó, Oshún, Yemayá y Obatalá. Nueva búsqueda

Séptimo día

Primer día en que el iyawó sale a la calle. Se le llama también Día de la Plaza. Debido al sincretismo con la iglesia católica, durante este día se visita una iglesia para dar cuenta de que el iyawó coronó santo. Nueva búsqueda

Sodo-orisha

Asiento. Ceremonia en la que se da el ashé a los Iyawós. Nueva búsqueda

Sopera

Recipiente en el que habitan los orishas. Cada sopera tiene los colores del santo invocado. Se les llama también fundamento y Nganga (Palo Monte) Nueva búsqueda

Subirle el santo

Ver Montar Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

T

Tablero de Ifá

Tabla circular de madera a través de la cual habla Orula. Es un oráculo precedente de Oyó. Sobre el mito de su nacimiento. Se le llama también Até Ifá y Opón Ifá. Nueva búsqueda

Tambor batá

Tambor consagrado. Puede ser de tres tamaños: el grande se llama iyá; el mediano, itolé; el pequeño, okónkolo. Los tocan los alubbatas, también llamados olubaté. Nueva búsqueda

Tirada de fin de año

Consulta de los oráculos los dos últimos días de un año y el primero del siguiente a fin de obtener la “letra del año”, en la que se refleja lo que sucederá ese año venidero, los ebós que es necesario realizar, etc. Nueva búsqueda

Toque

Ver “posesión”

Nueva búsqueda

U

No exciten términos relacionados por la (U)

Nueva búsqueda

V

Vititi-nfinda

Ver ewé. Nueva búsqueda



Nueva búsqueda

W

Welimeres

Bembé Nueva búsqueda

Nueva búsqueda

X

No exciten términos relacionados por la (X)

Nueva búsqueda

Y

Yaboraje (año de)

Primer año tras la ceremonia de asiento. Nueva búsqueda

Yalocha

Ver Iyalocha Nueva búsqueda

Yamba

“Loado seas” en la lengua de los ñáñigos Nueva búsqueda

Yoruba

Pueblo africano. Son tribus yoruba: Akoko, Egba, Egbado, Ekiti, Ifé, Ijebú, Iyebbu, Ketu, Nupe, Ondo, otá, Owo. Nueva búsqueda

Yoruba-lucumí

Variante americana de los yoruba. Nueva búsqueda

Yumbona

Ver Oyugbona Nueva búsqueda

Nueva búsqueda





Z

No existen términos relacionados por la letra (Z)

Nueva búsqueda

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Esta documento fue elaborado por: A. de Jesús Martínez (Oshún Layó) y tiene el único fin de informar. No tome acción alguna o deje de tomarla sobre la base de este contenido. Última actualización: Miércoles, 30 de Junio de 2004